Cientistas estão fazendo a primeira exploração em um lago sub-glacial na Antártica. O objetivo é descobrir novas formas de vida fossilizadas ou até adaptadas à viver nas tais circunstâncias, assim como entender melhor as mudanças climáticas do nosso planeta durante os milhares de anos.
Os cientistas ainda fazem pesquisas para descobrir o lugar exato para começar a perfurar o gelo, eliminando ao máximo riscos desnecessários.
O artigo completo e em inglês pode ser lido em Science Daily.
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6 de jun. de 2010
28 de mai. de 2010
Escovar os dentes menos de duas vezes por dia aumenta o risco de doenças cardíacas
Um estudo feito com 11 mil adultos da Escócia por 8 anos, aponta que pessoas que escovam os dentes menos de duas vezes ao dia aumentam em 70% as chances de ter uma doença cardíaca. Isso porque, como pesquisas já realizadas mostravam, as gengivas e a boca têm um papel importante em relação ao entupimento das artérias, levando a problemas cardíacos.
Também foi coletado sangue das pessoas analisadas, informando sobre doenças cardíacas na família e o histórico do paciente. No total, 6 em cada 10 pacientes disseram que frequentam o dentista uma vez por semestre, e 7 em cada 10 dizem escovar os dentes duas vezes por dia.
A pesquisa foi coordenada por Richard Watt, da University College London. Ele disse que são necessários mais estudos sobre o assunto, para ter dados mais especificos,como se a relação da higiene oral com as doenças cardiovasculares é "causal ou meramente um marcador de risco".
Mesmo não sendo confirmado de que há uma relação entre os mesmos, lembramos que de qualquer forma,para dentes e gengivas saudáveis,é necessário a higiene oral e ir ao dentista regularmente.
Fonte: Uol Ciência e Saúde
Também foi coletado sangue das pessoas analisadas, informando sobre doenças cardíacas na família e o histórico do paciente. No total, 6 em cada 10 pacientes disseram que frequentam o dentista uma vez por semestre, e 7 em cada 10 dizem escovar os dentes duas vezes por dia.
A pesquisa foi coordenada por Richard Watt, da University College London. Ele disse que são necessários mais estudos sobre o assunto, para ter dados mais especificos,como se a relação da higiene oral com as doenças cardiovasculares é "causal ou meramente um marcador de risco".
Mesmo não sendo confirmado de que há uma relação entre os mesmos, lembramos que de qualquer forma,para dentes e gengivas saudáveis,é necessário a higiene oral e ir ao dentista regularmente.
Fonte: Uol Ciência e Saúde
18 de mai. de 2010
Estudo pode explicar o envelhecimento
Brooke Greenberg é uma menina de 17 anos. Mas algo nela chamou muito a atenção dos cientistas: com 17 anos, ela tem um corpo de um bebê de 1 ano, e se comporta como tal. A menina está ajudando em estudos sobre os genes que nos faz envelhecer.
"Ela pode ter uma mutação genética dos genes que controlam sua idade e seu desenvolvimento, como se ela tivesse congelado no tempo. Se pudermos comparar seu genoma, seremos capazes de descobrir os genes e saber exatamente como agem e como podem ser controlados" - diz Richard Walker, líder do estudo. A teoria é que o envelhecimento é controlado por uma pequena quantidade de genes e entendê-los pode abrir possibilidades para terapias que retardam o envelhecimento e melhoram a qualidade de vida.
Brooke vive no EUA,junto dos seus pais e suas três irmãs. Ela ainda não aprendeu a falar ou a caminhar, não tem dentes, mas os pais dizem que ela se comunica do seu jeito,de modo que eles conseguem entender a filha.Ela já sofreu convulsões e problemas respiratórios, o que leva os cientistas a pensarem que talvez ela esteja envelhecendo.
O cientista diz que, se conseguirem identificar esse gene mutante pelo DNA da menina, podem fazer testes em laboratório para retardar ou acelerar o envelhecimento, e até descobrir o por que de sermos mortais.
Leia a matéria completa no site O Globo.
7 de mai. de 2010
Cientistas comprovam que televisão nos emburrece
Já ouvíamos há um bom tempo, que muitas horas em frente à TV nos deixa burros. Cientistas da Universidade de Montereal, no Canadá, acompanharam cerca de 1.314 crianças com 2 anos e meio -que assistiam em média 8,8 horas de TV semanais - e crianças com 4 anos e meio - assistiam cerca de 15 horas semanais, que foram analisadas até seus 10 anos de idade.
Resultado: as que assistiam mais à TV, apresentavam dificuldades em matemática, sofriam bullying por outras crianças e se alimentavam de alimentos menos saudáveis.
Países como a França já proíbe programas para crianças com menos de 3 anos, e os pediatras americanos recomendam que as crianças mais velhas assistam no máximo 2 horas diárias, sendo a fase pré-escolar umas das mais importantes para o desenvolvimento do cérebro.
Leia a reportagem completa no O Globo.
Resultado: as que assistiam mais à TV, apresentavam dificuldades em matemática, sofriam bullying por outras crianças e se alimentavam de alimentos menos saudáveis.
Países como a França já proíbe programas para crianças com menos de 3 anos, e os pediatras americanos recomendam que as crianças mais velhas assistam no máximo 2 horas diárias, sendo a fase pré-escolar umas das mais importantes para o desenvolvimento do cérebro.
Leia a reportagem completa no O Globo.
28 de jan. de 2010
Crianças escutam vozes do além
E isso parece não perturbá-las. De acordo com uma pesquisa, uma em cada dez crianças ouve vozes misteriosas, mas isso não é algo que as incomode ou assuste. Mas, segundo os cientistas, essas vozes têm um impacto limitado na vida da criança e os pais não devem se preocupar – na grande maioria dos casos, as vozes vão embora sozinhas.
Mais de 16% de crianças ou adolescentes pode ouvir as tais vozes, o que pode ser considerado um sintoma de esquizofrenia e outros distúrbios psicóticos que podem se manifestar na vida adulta. No entanto, essas crianças dificilmente desenvolvem essas doenças.
Para investigar se essas ilusões auditivas eram comuns, os pesquisadores fizeram uma enquete com mais de 3.500 alunos do ensino fundamental. Uma das perguntas era se elas ouviam “uma ou mais vozes que ninguém mais percebia”. Um décimo das crianças respondeu que sim, mas apenas 15% desse total admitiu que as vozes incomodavam. Tanto meninos como meninas disseram ouvir as vozes, mas quem sofre mais com isso são as garotas.
Alguns estudos anteriores afirmam que essas vozes estão ligadas a problemas na gestação da criança ou no período em que ela era um bebê. Além disso, foi descoberto que, ao contrário das expectativas dos pesquisadores, as crianças criadas em um meio rural escutam vozes com maior freqüência do que as urbanas. No entanto, as urbanas ficam mais perturbadas pelas vozes, ouvem um maior número de vozes e dizem que, por vezes, elas interferem em seus pensamentos.
A conclusão é que as crianças criadas em um meio urbano que escutam vozes têm mais chances de desenvolver distúrbios psicóticos.
Fonte Reuters
Mais de 16% de crianças ou adolescentes pode ouvir as tais vozes, o que pode ser considerado um sintoma de esquizofrenia e outros distúrbios psicóticos que podem se manifestar na vida adulta. No entanto, essas crianças dificilmente desenvolvem essas doenças.
Para investigar se essas ilusões auditivas eram comuns, os pesquisadores fizeram uma enquete com mais de 3.500 alunos do ensino fundamental. Uma das perguntas era se elas ouviam “uma ou mais vozes que ninguém mais percebia”. Um décimo das crianças respondeu que sim, mas apenas 15% desse total admitiu que as vozes incomodavam. Tanto meninos como meninas disseram ouvir as vozes, mas quem sofre mais com isso são as garotas.
Alguns estudos anteriores afirmam que essas vozes estão ligadas a problemas na gestação da criança ou no período em que ela era um bebê. Além disso, foi descoberto que, ao contrário das expectativas dos pesquisadores, as crianças criadas em um meio rural escutam vozes com maior freqüência do que as urbanas. No entanto, as urbanas ficam mais perturbadas pelas vozes, ouvem um maior número de vozes e dizem que, por vezes, elas interferem em seus pensamentos.
A conclusão é que as crianças criadas em um meio urbano que escutam vozes têm mais chances de desenvolver distúrbios psicóticos.
Fonte Reuters
22 de jan. de 2010
Cozinhar foi o que nos tornou humanos, diz pesquisador
Richard Wrangham é professor de antropologia da Universidade de Harvard, estudou chimpanzés na Tanzânia e tem uma opinião única sobre o que fez com que os humanos se tornassem diferentes de todos os outros animais: a nossa habilidade de cozinhar. Segundo o pesquisador, a idéia surgiu como resposta à questão de quanto tempo os humanos teriam sobrevivido sem o fogo. “Parecia para mim que ninguém poderia sobreviver sem isso”, diz.
Em seu livro “Catching Fire” (sem edição em português), Wrangham demonstra como percebeu, enquanto vivia com chimpanzés, que um humano não teria conseguido viver com a mesma dieta de um destes animais, por exemplo. “Entre na floresta, encontre algumas frutas, e veja se você fica satisfeito”, questiona o autor. De acordo com ele, a grande dificuldade deste tipo de alimentação é que a densidade nutritiva é muito baixa. “Isto é problemático para os humanos porque temos o intestino pequeno, cerca de 60% do volume daquele dos grandes primatas”, explica. “Não temos intestino suficiente para manter alimentos de baixa qualidade no nosso corpo por tempo suficiente para digeri-lo”, diz.
Mudanças Radicais
De acordo com o pesquisador, os corpos humanos passaram a mostrar adaptações há cerca de 1,9 milhões de anos atrás. Naquela época, nossos ancestrais eram semelhantes aos chimpanzés, mas começaram a andar em duas patas – o avanço das técnicas de cozinha levaram a um maior consumo energético. “A maximização do consumo de energia através do alimento permitiu que perdêssemos um terço do intestino e sofrêssemos uma enorme expansão do cérebro”, afirma Wrangham.
As estimativas quanto ao início da humanidade com as técnicas de cozimento dos alimentos são confusas: algumas apontam que elas iniciaram há um milhão de anos, enquanto outras afirmam que começaram há apenas 50 mil anos. De qualquer modo, o autor acredita que o processo levou a uma divisão do trabalho entre os homens e as mulheres, pois cozimento impõe um atraso entre o momento da coleta de comida e o momento da refeição, o que significa que outras pessoas poderiam roubar a comida.
“Um modelo simples de relacionamento social teria um grupo de indivíduos dominantes – os machos – e um grupo subordinado – as mulheres – que cozinhariam protegidas pelos homens”, explica. Segundo o pesquisador, o padrão pode ser observado em muitas sociedades tribais – o que já o fez ser acusado de machismo. Quanto a esta acusação, o autor se defende explicando que esta é apenas uma descrição sobre o que supostamente acontecia há muito tempo. “As mulheres historicamente cozinham em todas as sociedades, exceto nas modernas e industriais, mas isso não significa que eu defenda este modelo e nem que acho que isso deva acontecer atualmente”, diz.
Fonte NewScientist
Em seu livro “Catching Fire” (sem edição em português), Wrangham demonstra como percebeu, enquanto vivia com chimpanzés, que um humano não teria conseguido viver com a mesma dieta de um destes animais, por exemplo. “Entre na floresta, encontre algumas frutas, e veja se você fica satisfeito”, questiona o autor. De acordo com ele, a grande dificuldade deste tipo de alimentação é que a densidade nutritiva é muito baixa. “Isto é problemático para os humanos porque temos o intestino pequeno, cerca de 60% do volume daquele dos grandes primatas”, explica. “Não temos intestino suficiente para manter alimentos de baixa qualidade no nosso corpo por tempo suficiente para digeri-lo”, diz.
Mudanças Radicais
De acordo com o pesquisador, os corpos humanos passaram a mostrar adaptações há cerca de 1,9 milhões de anos atrás. Naquela época, nossos ancestrais eram semelhantes aos chimpanzés, mas começaram a andar em duas patas – o avanço das técnicas de cozinha levaram a um maior consumo energético. “A maximização do consumo de energia através do alimento permitiu que perdêssemos um terço do intestino e sofrêssemos uma enorme expansão do cérebro”, afirma Wrangham.
As estimativas quanto ao início da humanidade com as técnicas de cozimento dos alimentos são confusas: algumas apontam que elas iniciaram há um milhão de anos, enquanto outras afirmam que começaram há apenas 50 mil anos. De qualquer modo, o autor acredita que o processo levou a uma divisão do trabalho entre os homens e as mulheres, pois cozimento impõe um atraso entre o momento da coleta de comida e o momento da refeição, o que significa que outras pessoas poderiam roubar a comida.
“Um modelo simples de relacionamento social teria um grupo de indivíduos dominantes – os machos – e um grupo subordinado – as mulheres – que cozinhariam protegidas pelos homens”, explica. Segundo o pesquisador, o padrão pode ser observado em muitas sociedades tribais – o que já o fez ser acusado de machismo. Quanto a esta acusação, o autor se defende explicando que esta é apenas uma descrição sobre o que supostamente acontecia há muito tempo. “As mulheres historicamente cozinham em todas as sociedades, exceto nas modernas e industriais, mas isso não significa que eu defenda este modelo e nem que acho que isso deva acontecer atualmente”, diz.
Fonte NewScientist
16 de dez. de 2009
Por que exercícios ficam mais fáceis com música?
Com a chegada da primavera, milhares de atletas de ocasião correm às academias para perder as gordurinhas adquiridas no inverno, tentando entrar em forma a tempo para o verão. Mas não importa qual seja a modalidade de exercício escolhida, um instrumento está quase sempre presente, tanto quanto os tênis e as roupas de ginástica: a música.
Mas afinal, o que é que a música e os exercícios têm que combinam tão bem? Vários estudos recentes tentam entender a relação entre nossos pés e ouvidos, e há 20 anos o psicólogo de esportes Costas Karageorghis estuda esta conexão.
Além de seus estudos em laboratório, Karageorghis ajudou a criar uma maratona em Londres que tenta encontrar a combinação perfeita de músicas para as corridas, com bandas tocando ao vivo. A segunda edição anual da maratona “Run to the Beat” (“Correndo no ritmo”, em tradução livre) contou com 9 mil maratonistas – ou cobaias -, correndo ao som da banda ou de seus próprios tocadores de mp3. Uma seleção de músicas cientificamente escolhidas está disponível aqui.
De acordo com o pesquisador, existem quatro fatores que contribuem às qualidades motivadoras de uma música: resposta ao ritmo, musicalidade, impacto cultural e associação.
Os dois primeiros fatores são considerados internos, já que são relacionados à estrutura da música, enquanto os outros dois são externos, que refletem como interpretamos a música. A resposta ao ritmo está ligada às batidas por minuto (bpm) da canção e como ela se encaixa na cadencia dos batimentos cardíacos do corredor. A musicalidade, por sua vez, está ligada à melodia e harmonia da música.
Os efeitos exteriores levam em conta as experiências e preferências musicais das pessoas e as associações que fazemos com certos artistas e músicas.
A escolha da música perfeita
Escolher a música certa para os exercícios pode ter muitos benefícios: segundo um estudo recente, sincronizar as batidas da música com o ritmo do exercício ajuda a aumentar sua eficiência. Na pesquisa, participantes que pedalavam no ritmo da música utilizaram 7% menos oxigênio que quando pedalam sem a música.
A música também pode ajudar a calar aquela voz na sua cabeça que diz que é hora para parar de se exercitar. Pesquisas mostram que este efeito resulta em uma redução de 10% no esforço percebido durante exercícios na esteira.
No estudo realizado por Karageorghis, 30 participantes sincronizaram o ritmo da corrida ao da música, que era de 125 bpm. Antes do experimento, foi feito um questionário para selecionar a música utilizada no testes, e os participantes puderam escolher entre música pop e rock. Quando comparados com outros que se exercitaram sem música, os atletas tiveram uma performance 15% mais eficaz.
“A aplicação sincronizada da música resultou em uma maior resistência, enquanto as qualidades motivacionais da música tiveram impacto significante sobre a interpretação da fadiga no momento da exaustão voluntária”, diz o pesquisador.
De acordo com o estudo, quando o coração dos atletas está atuando entre 30 e 70% da sua capacidade máxima, eles preferem um aumento linear de músicas entre 90 e 120 bpm. Já quando as pessoas atingem entre 70 e 80% do seu máximo, preferem um ritmo entre 120 e 150 bpm. Quando chegamos a um nível acima de 80%, atingimos um limite, e não preferimos músicas mais velozes.
Outro estudo recente, realizado na Universidade John Moores, em Liverpool, olhou para a questão do ritmo com um ângulo diferente. Um grupo de ciclistas voluntários pedalou ao som da mesma música durante três testes diferentes. O que eles não sabiam é que a música foi tocada primeiro na velocidade normal, depois em um ritmo 10% mais lento, e depois mais rápido. A pequena mudança não é suficiente para ser notada pelos participantes, mas afeta seus desempenhos.
A aceleração da música aumentou a distância percorrida em um mesmo tempo e a intensidade das pedaladas. A diminuição do ritmo, por sua vez, causou uma queda de 3,8% na distância percorrida pelos ciclistas, além de 9,8% na força das pedaladas.
Encontrar a música perfeita para o seu exercício pode ser mais fácil agora, com um plug-in chamado Tangerine. Quando integrado à biblioteca do iTunes, ele faz uma playlist baseada nas batidas por minuto que você desejar, arrumando a ordem das músicas para aumentar e diminuir as bpms, para o aquecimento e relaxamento.
Retirado de MSNBC
Mas afinal, o que é que a música e os exercícios têm que combinam tão bem? Vários estudos recentes tentam entender a relação entre nossos pés e ouvidos, e há 20 anos o psicólogo de esportes Costas Karageorghis estuda esta conexão.
Além de seus estudos em laboratório, Karageorghis ajudou a criar uma maratona em Londres que tenta encontrar a combinação perfeita de músicas para as corridas, com bandas tocando ao vivo. A segunda edição anual da maratona “Run to the Beat” (“Correndo no ritmo”, em tradução livre) contou com 9 mil maratonistas – ou cobaias -, correndo ao som da banda ou de seus próprios tocadores de mp3. Uma seleção de músicas cientificamente escolhidas está disponível aqui.
De acordo com o pesquisador, existem quatro fatores que contribuem às qualidades motivadoras de uma música: resposta ao ritmo, musicalidade, impacto cultural e associação.
Os dois primeiros fatores são considerados internos, já que são relacionados à estrutura da música, enquanto os outros dois são externos, que refletem como interpretamos a música. A resposta ao ritmo está ligada às batidas por minuto (bpm) da canção e como ela se encaixa na cadencia dos batimentos cardíacos do corredor. A musicalidade, por sua vez, está ligada à melodia e harmonia da música.
Os efeitos exteriores levam em conta as experiências e preferências musicais das pessoas e as associações que fazemos com certos artistas e músicas.
A escolha da música perfeita
Escolher a música certa para os exercícios pode ter muitos benefícios: segundo um estudo recente, sincronizar as batidas da música com o ritmo do exercício ajuda a aumentar sua eficiência. Na pesquisa, participantes que pedalavam no ritmo da música utilizaram 7% menos oxigênio que quando pedalam sem a música.
A música também pode ajudar a calar aquela voz na sua cabeça que diz que é hora para parar de se exercitar. Pesquisas mostram que este efeito resulta em uma redução de 10% no esforço percebido durante exercícios na esteira.
No estudo realizado por Karageorghis, 30 participantes sincronizaram o ritmo da corrida ao da música, que era de 125 bpm. Antes do experimento, foi feito um questionário para selecionar a música utilizada no testes, e os participantes puderam escolher entre música pop e rock. Quando comparados com outros que se exercitaram sem música, os atletas tiveram uma performance 15% mais eficaz.
“A aplicação sincronizada da música resultou em uma maior resistência, enquanto as qualidades motivacionais da música tiveram impacto significante sobre a interpretação da fadiga no momento da exaustão voluntária”, diz o pesquisador.
De acordo com o estudo, quando o coração dos atletas está atuando entre 30 e 70% da sua capacidade máxima, eles preferem um aumento linear de músicas entre 90 e 120 bpm. Já quando as pessoas atingem entre 70 e 80% do seu máximo, preferem um ritmo entre 120 e 150 bpm. Quando chegamos a um nível acima de 80%, atingimos um limite, e não preferimos músicas mais velozes.
Outro estudo recente, realizado na Universidade John Moores, em Liverpool, olhou para a questão do ritmo com um ângulo diferente. Um grupo de ciclistas voluntários pedalou ao som da mesma música durante três testes diferentes. O que eles não sabiam é que a música foi tocada primeiro na velocidade normal, depois em um ritmo 10% mais lento, e depois mais rápido. A pequena mudança não é suficiente para ser notada pelos participantes, mas afeta seus desempenhos.
A aceleração da música aumentou a distância percorrida em um mesmo tempo e a intensidade das pedaladas. A diminuição do ritmo, por sua vez, causou uma queda de 3,8% na distância percorrida pelos ciclistas, além de 9,8% na força das pedaladas.
Encontrar a música perfeita para o seu exercício pode ser mais fácil agora, com um plug-in chamado Tangerine. Quando integrado à biblioteca do iTunes, ele faz uma playlist baseada nas batidas por minuto que você desejar, arrumando a ordem das músicas para aumentar e diminuir as bpms, para o aquecimento e relaxamento.
Retirado de MSNBC
8 de dez. de 2009
Mensagens prejudicam o ritmo de trabalho, diz pesquisa
Você provavelmente nunca parou para pensar que as propagandas que aparecem quando você abre uma página na Internet poderiam atrapalhar seu trabalho, mas esta é a conclusão de uma pesquisa realizada na Universidade de Cardiff, na Inglaterra.
De acordo com o estudo, mesmo mensagens breves que apareçam na tela no computador contribuem para distrair a pessoa do seu trabalho, quebrando a linha de pensamento, e acabam por dificultar a volta ao trabalho. Para melhorar a concentração, os pesquisadores sugerem que os trabalhadores desliguem o e-mail e programas de mensagens instantâneas.
Psicólogos descobriram que, mesmo quando as interrupções duram poucos segundos, as pessoas perdem tempo e têm dificuldade em lembrar o que estavam fazendo e voltar ao trabalho. Eles sugerem que desligar alertas de mensagem, por exemplo, pode ajudar a colocar a cabeça no lugar.
“Nossas descobertas mostram que mesmo uma mensagem rápida na tela do computador pode impactar a eficiência, principalmente se considerarmos a frequência com que elas aparecem durante um dia de trabalho”, afirma Helen Hodgetts, co-autora do estudo.
A pesquisa foi realizada com um grupo de voluntários, que tinham que brincar com uma torre de Hanói, um quebra-cabeças que deve ser resolvido movendo discos de tamanhos diferentes entre três pinos. O estudo mostrou que mesmo uma interrupção de cinco segundos atrapalhava o ritmo de trabalho, e os participantes do estudo levavam mais tempo para terminar a tarefa do que quando não eram interrompidos.
“A interrupção quebra o nosso foco cognitivo na tarefa que estamos realizando, então temos que lembrar o que estávamos fazendo e o que estávamos planejando antes de voltar à tarefa com a velocidade original”, explica Hodgetts. A pesquisa mostrou, entretanto, que quando os voluntários recebiam um aviso auditivo que seriam interrompidos, tiveram resultados melhores. O estudo sugere que as descobertas podem ajudar a moldar como sistemas de mensagens de computadores irão funcionar no futuro.
Alertas visuais menores e menos invasivos podem causar menos interrupções, de acordo com os autores. Entretanto, se muita concentração é necessária para realizar uma tarefa, eles têm apenas uma solução: verificar e-mails e programas de mensagens antes de começar a trabalhar, e depois concentrar apenas no trabalho, sem interrupções.
De acordo com o estudo, mesmo mensagens breves que apareçam na tela no computador contribuem para distrair a pessoa do seu trabalho, quebrando a linha de pensamento, e acabam por dificultar a volta ao trabalho. Para melhorar a concentração, os pesquisadores sugerem que os trabalhadores desliguem o e-mail e programas de mensagens instantâneas.
Psicólogos descobriram que, mesmo quando as interrupções duram poucos segundos, as pessoas perdem tempo e têm dificuldade em lembrar o que estavam fazendo e voltar ao trabalho. Eles sugerem que desligar alertas de mensagem, por exemplo, pode ajudar a colocar a cabeça no lugar.
“Nossas descobertas mostram que mesmo uma mensagem rápida na tela do computador pode impactar a eficiência, principalmente se considerarmos a frequência com que elas aparecem durante um dia de trabalho”, afirma Helen Hodgetts, co-autora do estudo.
A pesquisa foi realizada com um grupo de voluntários, que tinham que brincar com uma torre de Hanói, um quebra-cabeças que deve ser resolvido movendo discos de tamanhos diferentes entre três pinos. O estudo mostrou que mesmo uma interrupção de cinco segundos atrapalhava o ritmo de trabalho, e os participantes do estudo levavam mais tempo para terminar a tarefa do que quando não eram interrompidos.
“A interrupção quebra o nosso foco cognitivo na tarefa que estamos realizando, então temos que lembrar o que estávamos fazendo e o que estávamos planejando antes de voltar à tarefa com a velocidade original”, explica Hodgetts. A pesquisa mostrou, entretanto, que quando os voluntários recebiam um aviso auditivo que seriam interrompidos, tiveram resultados melhores. O estudo sugere que as descobertas podem ajudar a moldar como sistemas de mensagens de computadores irão funcionar no futuro.
Alertas visuais menores e menos invasivos podem causar menos interrupções, de acordo com os autores. Entretanto, se muita concentração é necessária para realizar uma tarefa, eles têm apenas uma solução: verificar e-mails e programas de mensagens antes de começar a trabalhar, e depois concentrar apenas no trabalho, sem interrupções.
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