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7 de mai. de 2010

Casos Ufológicos - O caso Guarapiranga

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Voltando a postar os Casos Ufológicos semanais, todos tirados e de total autoria do site INFA. 

Em setembro de 1993, a Revista UFO nº 25, com chamada de capa, publicou um artigo de autoria de Encarnación Zapata Garcia, com o título: "Será Essa a Temida Seqüência das Mutilações de Animais?", envolvendo a pesquisa sobre o corpo de um homem que foi achado morto, às margens da Represa Guarapiranga, em 29.09.1988. Um ano depois, a Revista UFO nº 32, de setembro de 1994, voltava a publicar um novo artigo, de autoria da mesma pesquisadora, com o título: "Caso Guarapiranga – Continuam as Discussões".
          Esse artigo descreve o corpo de um homem com muitas mutilações. Estava sem os olhos, sem as orelhas, sem os lábios, sem o saco escrotal, sem o ânus e sem as vísceras internas. O corpo apresentava algumas perfurações no ombro direito, no ombro esquerdo, na coxa esquerda, no abdômen e nos pés. Encarnación, após examinar atentamente as fotos com uma lupa, conseguiu ter acesso ao Processo e entrevistou várias pessoas, principalmente o médico legista que fez um laudo extremamente detalhado.
           Depois de um longo tempo de pesquisa, e após comparar com os casos de mutilações de animais na Ufologia, ela chegou à conclusão de que aquele homem foi mutilado e morto por tripulantes de discos voadores. O primeiro e único caso nessas circunstâncias.
           Em pouco tempo esse caso já estava em muitos "sites" da Internet. Quando apareceu a onda do "chupacabras", novamente o caso voltou à baila, agora como sendo um ataque desse "terrível" predador, que do ponto de vista do INFA e do INPU, são só ataques dos nossos animais predadores, muito bem conhecidos, tais como cachorros domésticos, cachorros do mato, jaguatirica, onça suçuarana, etc.. . Assim, como ataque de tripulantes de discos voadores ou como ataque de chupacabras, o Caso Guarapiranga também foi publicado no jornal Notícias Populares (27.04.97), na revista Extra (agosto/97) e na Revista JÁ, encarte do jornal Diário Popular (20.07.97).
           Outras estranhas ocorrências também foram levadas para a casuística ufológica, sem uma pesquisa mais aprofundada. Um dos casos envolveu o agricultor Olívio Correia, de Estância Velha, no Rio Grande do Sul, em julho/1995. Esse agricultor tinha problemas mentais. Antes de retornar para casa, Olívio passou várias horas bebendo cachaça. Completamente "mamado", ele foi para casa e deve ter desmaiado no meio da mata. Talvez tenha entrado em coma alcoólica. Quando acordou, estava sem os dois globos oculares. A própria Polícia verificou a hipótese de ataques por urubus. Depois verificou a hipótese de ter ocorrido roubo de órgãos. A polêmica ficou maior ainda quando o Instituto Médico Legal de Porto Alegre concluiu o laudo, informando que os olhos foram retirados cirurgicamente. Também foi cogitada a possibilidade de magia negra. Posteriormente, o Dr. Marco Aurélio Becker, presidente do Conselho Regional de Medicina, afirmou que não foi utilizada uma técnica médica. Assim, algumas pessoas acabaram publicando que ETs haviam roubado os globos oculares do Olívio. Um ano depois, o Inquérito Policial concluiu que os olhos do agricultor realmente haviam sido arrancados por predadores naturais.
           Um outro caso que também foi parar no meio ufológico, sem uma pesquisa mais detalhada, como sendo um ataque de tripulantes de discos voadores, envolveu a vítima Alzira Maria de Jesus, que em 24.06.1999, na cidade de Santa Izabel, relativamente próxima de São Paulo, foi encontrada morta na cama, sem o rosto. Algumas autoridades disseram que a pele, a carne, o nariz, a língua, os olhos e a orelha esquerda tinham sido retirados com precisão cirúrgica. Os dois médicos legistas do Instituto Médico Legal, que assinaram o Laudo no 473/99, afirmaram que a senhora morreu de pneumonia bilateral e um choque séptico e que sua face foi roída por roedores.

FOTOS DA VÍTIMA DO CASO GUARAPIRANGA

       
       
       
       
           Sempre que ocorre um apagão (black out), como o recente em 21.01.2002, sempre recebemos dezenas de telefonemas perguntando se pode ser interferência de algum disco voador. Não temos dúvidas que o fenômeno ufológico é real e compete também aos cientistas pesquisarem os fatos. Agora, achar que tudo que acontece é culpa dos tripulantes de discos voadores é um enorme exagero. Em outras palavras, têm pessoas que vêem disco voador em tudo e a realidade não é bem assim. Todo os seres humanos têm as suas limitações, mas dentro dessas limitações, é muito importante pesquisar um caso profundamente, sem se envolver emocionalmente. Muitos casos ufológicos do passado, hoje, sabemos que foram mal pesquisados, ou que o pesquisador "forçou a barra" ou ainda deram um "jeitinho" de transformar em casos ufológicos autênticos. Muitos pesquisadores dos Estados Unidos já declararam que diversos casos de abduções de lá, nunca ocorreram e sim que o hipnólogo induziu a testemunha de que ela foi abduzida. É lamentável, mas é verdade.
           No Caso Guarapiranga em específico, a Imprensa divulgou muitas coisas distorcidas. Devido às essas distorções, bem como os casos resumidos acima, resolvemos reabrir este caso para tirarmos algumas dúvidas. Cansaram de publicar que o processo ficou escondido por muito tempo do público. Cansaram de publicar que as fotografias eram secretas. E muitas outras distorções. Não aconteceu absolutamente nada disso. O Processo é público e correu como tantos outros nos trâmites da Lei. Como envolveu uma pessoa desconhecida, a Imprensa não deu importância. É a mesma coisa com os recentes seqüestros relâmpagos. Foram centenas nos dois últimos anos, mas a Imprensa só deu destaque para aqueles que envolveram pessoas famosas.
           Logo que o artigo foi publicado na Revista UFO, em setembro/1993, tomamos conhecimento que a 25ª Delegacia de Polícia (DP) tinha concluído que o corpo de tal pessoa havia sido mutilado por urubus e ratos. Ficou a dúvida. Tripulantes de discos voadores? Ritual satânico? Auto mutilação (insano)? Ratos e urubus? Só uma investigação mais detalhada poderia dar as respostas corretas.

   Devido ter passado muitos anos, foi muito difícil localizar as pessoas envolvidas e os documentos que envolveram o Processo, e que foram publicados, foram totalmente "censurados". Se o Processo é público, porque os documentos foram censurados? Foram censurados o endereço, os números do Boletim de Ocorrência (BO) e dos Laudos, o nome correto da Represa (Billings), os nomes dos Delegados de Polícia, dos Peritos Criminais, etc. Veja foto do laudo abaixo.
           Na realidade, a primeira surpresa surgiu em 15.10.1997, no Programa do Ratinho, quando o pesquisador e jornalista Saulo Gomes, que também investigou o Caso Guarapiranga, anunciava em primeira mão, para todo o Brasil, que o caso ocorreu na Represa Billings e não na Represa Guarapiranga.
           Porque não houve pesquisa exatamente no local onde foi encontrado o cadáver? Quem encontrou o corpo e em que circunstâncias? O que as testemunhas, a Polícia e os Bombeiros encontraram no local?

LAUDOS CENSURADOS SEM NECESSIDADE:
LOCAL EXATO ONDE OCORREU O CASO
(A seta indica onde o corpo foi exatamente achado)
           Assim, iniciamos a nossa pesquisa. A vítima, o Sr. Joaquim Sebastião Gonçalves, era chagástico (Mal de Chagas) e epilético. Tomava Gardenal, um remédio muito forte. Lamentavelmente, bebia muito. Quando morreu, tinha 53 anos de idade. Ele não morava próximo do local onde foi encontrado morto, mas sempre ia lá pescar. Estava desaparecido há três dias. Quando chegou no local, no Jardim Recanto do Sol, no Bairro Bororó (ou Bororé), região do Grajaú, São Paulo, SP, em um dos braços da Represa Billings, o Joaquim tirou a roupa, ficando só de cueca. Colocou a roupa em uma maleta e escondeu no meio da mata. Atravessou um braço da Represa Billings, uns 80 metros, e foi pescar do outro lado. Contornando o braço da represa, é possível chegar ao outro lado por terra. Com a mistura do remédio com álcool, ele deve ter desmaiado no meio da mata. Provavelmente teve um mal súbito. Sem ninguém para socorrer, o corpo lá ficou à mercê dos ratos e dos urubus, em um período aproximado de 24 horas. Como ele ficou "apagado", sem apresentar reações, conseqüentemente, ele foi atacado vivo e devorado parcialmente pelos animais predadores.
           Durante o dia, um garoto que estava caminhando na mata, caçando passarinhos com um estilingue, deu de cara com o corpo coberto de urubus. Saiu de lá rapidamente, contornou o braço da represa e avisou os moradores que tinha um homem morto do outro lado, sendo devorado pelos urubus. Um dos moradores ligou para a Polícia e a 25a DP, de Santo Amaro, compareceu no local, requisitando o Corpo de Bombeiros. Sob o comando do bombeiro Sargento Guedes, os bombeiros Sargento Elifas e o Sargento Urban chegaram no local e atravessaram o braço da represa com o auxílio de um barco. Como haviam vários curiosos, o Sr. Antônio Gomes Filho, morador no local e que vive de aluguel de barcos para pescadores, emprestou um barco para aquelas pessoas. Com uma lona e dois caibros, os bombeiros trouxeram o corpo de Joaquim para o lado de cá, onde a Polícia fez diversas fotos. A Dna. Ana Joaquim Bevilaqua Rosa, também moradora do local, acompanhou tudo de perto. Seu irmão, o Sr. Alcides Bevilaqua Joaquim, também acompanhou tudo, mas de longe.
          Essa ocorrência foi registrada no BO nº 2.429/88, pelo Delegado de Polícia Dr. Oswaldo Borges Profeta. O Inquérito Policial (IP) recebeu o no 381/88. À pedido do 25º DP, o Instituto de Criminalística (IC) foi acionado. O Dr. Édson de Carvalho R. Viegas, Delegado de Polícia Titular do IC, designou o Perito Criminal Dr. Arlindo de Camargo, o qual compareceu no local e emitiu o Laudo no 01.072/88. Esse Laudo apenas descreve o local e resumidamente os ferimentos no corpo de Joaquim, mencionando que a "causa-mortis" seria definida pelo Instituto Médico Legal do Estado (IML). Nesse Laudo foram anexadas sete fotos do corpo da vítima.
           O Laudo de Exame de Corpo de Delito (Exame Necroscópico), de nº 645/88, assinados pelos médicos legistas Dr. Jorge Pereira de Oliveira e Dr. Cláudio Roberto Zabeu, onde concluiu que a "causa-mortis" foi hemorragia aguda e múltiplos traumatismos. Descreve também que há componentes de "causa-mortis" por estímulo vagal (nervo vago ou nervo pneumogástrico). Descreve também que foi usado um instrumento cortante. Esclarece que a vítima apresenta lesões com características de reação vital, ou seja, há componente tortura. É sugestiva de "modus-operandi" a incisão em partes moles e em orifícios naturais mediante aspiração. Tal quadro deve ser manifestação comportamental de insano ou outra hipótese: ritual macabro. No final, os médicos legistas responderam quatro perguntas:
PERGUNTA 01 – Houve morte?
RESPOSTA – Sim.
PERGUNTA 02 – Qual a causa?
RESPOSTA – Politraumatismos e inibição vagal.
PERGUNTA 03 – Qual a natureza do agente, instrumento ou meio que a produziu?
RESPOSTA – Agente mecânico.
PERGUNTA 04 – Foi produzida por meio de veneno, fogo, explosivo, asfixia ou tortura, ou por outro meio insidioso ou cruel?
RESPOSTA – Sim, quanto ao meio empregado.
           O Laudo nº 10.456/88, do Exame Químico Toxicológico, analisou vinte mililitros de sangue e teve o resultado negativo.
           Dr. Marco Antônio Desgualdo, da Equipe "F" da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), após receber o Laudo nº 645/88, do IML, redigiu um documento ao IML, para esclarecer algumas dúvidas, no que diz respeito ao instrumento utilizado, manchas e reações vitais, e se existiam casos semelhantes. Foram feitas quatro perguntas. Na terceira, foi perguntado se poderia ter ocorrido a ação de animais junto ao corpo? A resposta nunca foi publicada. Assim, o Dr. Desgualdo novamente pediu ao IC um laudo complementar. O Dr. Edson de Carvalho Ribeiro Viegas designou o Perito Criminal Dr. Eduardo Roberto Alcântara Del-Campo, o qual fez um levantamento detalhado do local onde foi encontrada a vítima. Foi junto com o Dr. Del-Campo o Sargento Guedes, do Corpo de Bombeiros, que comandou a equipe que retirou o corpo do local.

PARTE DO LAUDO DO DR. DEL-CAMPO
(Informações que foram omitidas do público)
          Em seu Laudo, o Dr. Del-Campo é taxativo quando narra o depoimento do Sargento Guedes. "Disse que, ao chegar para resgatar o corpo, este estava desnudo, apenas trajando cuecas de malha, e que, sobre o corpo, havia cerca de vinte urubus, aves reconhecidamente necrófagas". Aqui é muito importante ressaltar que os urubus estavam sobre o corpo, ou seja, em contato físico. Os urubus espetam as unhas na carne do corpo e vão comendo as partes moles. O Dr. Del-Campo requisitou o corpo de um cachorro à Prefeitura e levou para o local. Durante três dias acompanhou o que estava acontecendo. Os urubus e os ratos atacaram. Em apenas dois dias não mais havia nada. Até mesmo os ossos desapareceram. Uma das fotos do corpo desse cachorro fez parte do Processo.
           O Dr. Del-Campo, em seu Laudo, também afirma que observou um número acentuado de animais e insetos necrófagos no local, principalmente pequenos roedores (ratos) e aves (urubus). Afirma também que os ratos e os urubus atacam primeiramente as partes moles e pregas naturais, pela facilidade de ataque, ou aqueles onde o odor é mais evidente, pela atração que exercem nesses animais, v. g., pálpebras, olhos, orelhas, nariz, lábios, bolsa escrotal, ânus, cicatriz umbilical, pregas interdigitais e axilas.

 O Sr. Antônio Gomes Filho, que mora no local há mais de quinze anos, hoje com 83 anos de idade, que tem a mente ainda bem lúcida, se recorda com detalhes daquele dia que acharam o corpo. Disse que viu os urubus e também carcarás comendo o corpo daquele coitado. Disse que se alguém morre na mata é atacado por urubus e se morre na água, é atacado pelos peixes. Disse que é normal aparecer algum corpo morto na região. Se lembra com detalhes quando emprestou o barco. Sobre ratos, o Sr. Antônio disse que tem de todo tamanho na região.
          A Dna. Ana Joaquim Bevilaqua Rosa, hoje com 53 anos de idade, também moradora do local há mais de vinte anos, vizinha do Sr. Antônio, acompanhou tudo de perto. Também viu os urubus atacando o pobre coitado. Contou que há menos de um ano, viu um cachorro com problemas em uma das patas, do outro lado da represa, que estava sendo atacado vivo pelos urubus. Como tinha dificuldades em andar, os urubus aproveitaram e atacaram. A Dna. Ana disse também que há uns seis meses, morreu um cavalo lá perto, também às margens da represa. Curiosa, ela foi lá perto dar uma olhada. Ficou assustada em ver a barriga do cavalo se mexendo. Em um certo instante, começaram a sair por um buraco na barriga do cavalo vários urubus. Ela nunca tinha visto nada igual. Disse também que a quantidade de ratos, de diversos tipos, é assustadora.
           O Sr. Alcides Bevilaqua Joaquim, hoje com 55 anos, irmão da Dna. Ana, mora no local há mais de trinta anos, também acompanhou tudo, mas de longe. Disse que nunca viu nada de estranho pela região, nem chupacabras e muito menos disco voador.
          O Dr. Eduardo Roberto Alcântara Del-Campo, que hoje ocupa o cargo de Promotor de Justiça da Infância e Juventude e que na época foi o Perito Criminal, do Instituto de Criminalística do Departamento Estadual de Polícia, nos recebeu gentilmente. Ficou surpreso e indignado quando contamos que tal caso foi divulgado como ataque de tripulantes de discos voadores. Disse que quando foi designado para fazer um Laudo Complementar, fez várias diligências ao local. Conversou com testemunhas e verificou que realmente a região é cheia de urubus e ratos. Também pudemos constatar isso nas três vezes que estivemos lá. O Dr. Del-Campo nos mostrou vários álbuns com fotos de diversos casos semelhantes. Disse também que o Sr. Joaquim Sebastião Gonçalves pode ter desmaiado por estar na região da fulminação de um raio e pode ter sido atingido parcialmente. Disse ainda que as informações dos bombeiros que retiraram o corpo do local e dos moradores, bem como a simulação com um cachorro morto não deixaram dúvidas que aquele pobre homem foi atacado por ratos e urubus. Disse que é relativamente comum, em corpos encontrados nesse estado, na hora que o médico legista está abrindo a vítima, encontram ratos vivos dentro da barriga do morto, comendo as vísceras. O Dr. Del-Campo disse que foi entrevistado pela pesquisadora Encarnación, mas ela nada divulgou sobre o Laudo dele e as respectivas conclusões.
           O bombeiro e Sargento Guedes (Milton de Souza Guedes) também nos recebeu gentilmente em sua casa. Nos confirmou que quando chegou no local, havia uma grande quantidade de urubus comendo o corpo da vítima. Disse que isso acontece com freqüência. Disse que uns dez dias depois, ele atendeu uma ocorrência exatamente igual, porém agora sim na Represa Guarapiranga. Disse que narrou com detalhes ao Dr. Del-Campo o que ele viu no local quando lá chegou com a equipe. Pelos diversos buracos no corpo, a vítima perdeu muito sangue. Tentamos localizar o bombeiro Sargento Urban, que também fez parte da equipe que retirou o corpo do local. Infelizmente, devido a uma doença, ele veio a falecer há uns três anos.
          O bombeiro e Sargento Elifas (Elifas Morais Alves), atualmente Segundo Tenente, declarou que realmente o corpo da vítima foi atacado por urubus. Também ficou surpreso e indignado quando contamos que tal caso foi divulgado como ataque de tripulantes de discos voadores. Disse que naquela época era comum a desova de cadáveres na beira das represas Billings e Guarapiranga. Disse que era rotina por parte do Cabo Bruno (Florisvaldo de Oliveira) fazer isso. Investigando as publicações do passado, verificamos que haviam muitos outros justiceiros, além do Cabo Bruno. Entre 1970 e 1998, foram mais de mil cadáveres nessas condições só na Grande São Paulo, sendo que uma boa parte na beira das represas já citadas.
           Isso explica claramente a resposta dada pelo IML, quando o Delegado de Polícia da 25ª DP, o Dr. Marco Antônio Desgualdo enviou um documento perguntando se: "Existem nos registros da Medicina Legal ocorrências semelhantes?". A resposta foi: "Sim, existem vários casos semelhantes". Quando este caso foi divulgado, em 1993, essa resposta foi publicada com ênfase, dando a entender que existem muitos casos de humanos mutilados por tripulantes de discos voadores, o que não é verdade.
          Quando o jornal Notícias Populares (NP), que publicou este caso, em 27.04.1997, o jornalista responsável pela matéria foi até a UNICAMP (Universidade de Campinas) e mostrou as sete fotos ao Dr. Fortunato Badan Palhares. Com o título "FOTOGRAFIAS SÃO SECRETAS", a matéria saiu assim: "As fotografias do Caso Guarapiranga, sete no total, estão escondidas em arquivos secretos da polícia de São Paulo. O NP teve acesso às fotos e aos documentos do caso através de pessoas não ligadas ao IML nem ao Instituto de Criminalística. Após recusa de chefes do IML em falar sobre o assunto, o NP pediu uma análise do caso ao médico legista Fortunato Badan Palhares. Para ele, trata-se de animais predadores, como roedores, formigas, siris, caranguejos e urubus. Todas as lesões ou ferimentos encontrados na superfície corporal são compatíveis com lesões produzidas por pequenos roedores, escreveu Badan Palhares. Segundo ele, até os sinais de reações vitais no corpo (vítima estava viva quando foi mutilada) podem ser explicados: ele pode ter tido um infarto e caído em agonia por horas, sem se mexer. Os bichos começariam a atacá-lo ainda vivo".
           Na Revista UFO n} 25, a pesquisadora Encarnación afirma: "Tudo indica que os urubus mencionados pelo delegado de plantão apenas sobrevoaram o corpo sem atacá-lo". Afirma ainda: "Por outro lado, se o homem tivesse sido vítima de assassinato comum, seus restos com certeza estariam destroçados pela ação de urubus e outros carniceiros, que neste caso, permaneceram à distância". Em todos os Laudos que examinamos, não existe nenhum componente que possa se afirmar algo desse tipo, muito pelo contrário.
           A conclusão do Dr. Del-Campo é que realmente esse homem foi vítima de ataques de predadores. Existe uma diferença muito grande em afirmar que os urubus estavam lá em cima, no céu, à distância, sobrevoando o cadáver, em relação em afirmar que os urubus estavam grudados no corpo da vítima, comendo as partes moles. As testemunhas viram isso.
           Quando estávamos fechando este relatório, nós ligamos para a pesquisadora Encarnación Zapata Garcia. Tínhamos preparado algumas perguntas para ela responder. Iríamos mostrar a ela detalhes do exposto acima. Ela disse que não iria mais falar sobre esse assunto e desligou o telefone.
           Existe uma quantidade muito grande de animais necrófagos na natureza. Pesquisando sobre esse assunto, verificamos que tais animais têm atração pelo cheiro dos órgãos sexuais. Os animais pequenos, tais como os roedores, entram pelos orifícios naturais do corpo, o ânus, a boca, por exemplo, e comem os órgãos internos. Já os urubus, com o auxílio do bico, bicam seguidamente em uma parte mole, a barriga, por exemplo. Após perfurar, eles entram com a cabeça e vão comendo tudo por dentro. Tempos atrás, a TV Cultura apresentou um documentário sobre roedores. Tinha um pequeno roedor, o Microsorex Hoyi, com o nome popular de Musuranho ou Mussurano ou ainda Musaranho, que girando a cabeça como se fosse uma broca, com os dentes incisivos, vão cortando sempre na mesma linha, fazendo um buraco totalmente circular e assim tem acesso às vísceras. Existem tipos de roedores nos desertos que mantém a cabeça fixa e giram o corpo também como uma broca, fazendo um furo totalmente circular. Se um cadáver que foi atacado por predadores estiver no estado de lise, ou seja, bem conservado, é possível identificar que tipo de animal o atacou. Os roedores têm um par de incisivos grandes nas mandíbulas superiores e inferiores, que cortam como faca.
           O médico legista disse que a vítima teria morrido há aproximadamente 24 horas. Os Laudos descrevem que o cadáver já estava iniciando a decomposição. Não sabemos se isso possa ter interferido nas conclusões dos dois médicos legistas que assinaram o Laudo. Mas, pelo exposto acima, o INFA e o INPU não tem dúvidas que o Sr. Joaquim Sebastião Gonçalves foi morto por animais necrófagos.
          As mutilações de animais por tripulantes de discos voadores são fatos reais na Ufologia Mundial, mas com certeza, muitos casos de ataques de animais necrófagos foram confundidos como sendo ataque por parte de tripulantes de discos voadores. Assim, para cada caso novo que surgir, temos que analisar detalhadamente, para poder separar o joio do trigo.
           Nesta pesquisa, é fundamental o agradecimento ao Primeiro Tenente Humberto Cesar Leão (foto ao lado), do Corpo de Bombeiros, que não mediu esforços para nos ajudar a localizar os bombeiros que fizeram parte da equipe que retiraram o corpo do local.
           Assim, é fundamental também saber que a Ufologia se baseia em fatos, no plural e não em fato, no singular. Se fosse verdade que tripulantes de discos voadores mutilam seres humanos, com certeza teríamos milhares de casos, em todos os países, e isso não acontece.
           Houveram casos onde aconteceu morte ou cura. Nos casos de mortes, sempre aconteceu antes algum tipo de reação por parte dos seres humanos, por exemplo, o Caso Crixás, em 13.08.67. Inácio disparou um tiro na testa de uma estranha criatura e em seguida recebeu um "tiro" de luz verde, de dentro de um disco voador, que o atingiu no ombro e caiu desfalecido. Morreu em 11.10.67 com leucemia.
           Assim, fica aqui este caso, bem como os outros dois citados no início, como exemplos para os jovens ufólogos que estão iniciando agora, para não cometerem os mesmos erros cometidos por terceiros no passado.

5 de mai. de 2010

Stephen Hawking diz que extraterrestres existem, e devemos evita-los a qualquer custo

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Stephen Hawking, o renomeado cientista inglês, diz para um novo programa da Discovery Channel, que alienígenas existem e devemos teme-los, acrescenta que qualquer tipo de vida inteligente o suficiente para nos achar, será a procura de recursos, e estas não são boas notícias.

"Temos apenas que olhar para nós mesmos para ver como a vida inteligente pode se transformar em algo que nós não queiramos encontrar", diz ele.

O programa nos mostra várias possibilidades de como seriam os hipotéticos visitantes, desde herbívoros de duas patas à répteis voadores e sub-aquáticos.

Ele tinha comentado anteriormente que era a favor do ser humano colonizar outros planetas, para caso futuras guerras nucleares tornassem o planeta Terra inabitável, porém argumenta que alienígenas com as mesmas motivações não devem ser confiáveis. Também faz uma comparação, que se algum dia alienígenas nos visitarem, irá ser como Cristóvão Colombo ao chegar à América, não seria muito agradável para os nativos.

Qual a opinião de vocês sobre o assunto? devemos temer uma nova raça alienígena que supostamente venha colonizar a Terra? Acreditar-vos plenamente sem questionamentos, por serem seres "intelectualmente superiores"?

A fonte deste artigo, em inglês, é a Popular Science.
(Tradução de nossa autoria)

2 de fev. de 2010

Casos Ufológicos - O caso Baependi

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Por Reinaldo Stabolito

Este incidente ocorreu no dia 16 de maio de 1979, na cidade de Baependi, Minas Gerais, e envolveu o contato direto de tripulantes alienígenas com o agricultor Arlindo Gabriel dos Santos. Este caso foi investigado pelo ufólogo Ubirajara Franco Rodrigues. No citado dia, Arlindo teria saído para procurar uma vaca desgarrada; porém, posteriormente ele admitiu que tinha mentido. Na verdade ele tinha saído para caçar com dois amigos. Na época ele teve receio de sofrer alguma sanção da polícia florestal por estar caçando, assim ele achou conveniente inventar a estória da vaca desgarrada. Uma mentira justificável, que não pode ser qualificada de forma a comprometer o testemunho de Arlindo. A razão de sua mentira é completamente compreensível.
Arlindo Gabriel dos Santos estava caçando com dois amigos e, quando eles estavam a uns seis quilômetros de distância da sede de sua fazenda, decidiram se separarem. Cada qual teria tomado um rumo diferente. Depois de um pequeno tempo, Arlindo avistou um objeto estranho descer no chão e que, inevitavelmente, o deixou cismado. Curiosos, decidiu se aproximar para observar melhor o objeto. Pelas suas descrições, o objeto tinha um formato cilíndrico com 50 centímetros de largura e 1,5 metros de comprimento, uma base circular escura e uma esfera na sua parte superior de cores branca e vermelha.
Arlindo tinha levando uma câmera fotográfica que estava embrulhada em um embornal e, sendo assim, teve a oportunidade de fotografar o objeto por uma vez, até que o mesmo desapareceu inexplicavelmente. Logo em seguida, desceu um outro objeto que tinha o formato ovóide e com uma haste na sua parte inferior. Essa haste parecia uma espada e, na parte superior, tinha algo que parecia ser uma espécie de hélice. Arlindo tirou uma foto do objeto até que o mesmo começou a emitir um ruído e, logo em seguida, se transformado numa névoa – que logo desapareceu. Depois dessas duas aparições súbitas e seus respectivos desaparecimentos, Arlindo voltou a andar mais um pouco e, de repente, desceu um terceiro objeto. Este tinha a forma de um barril de um metro de altura e era listrado nas cores branco e vermelho. Este objeto também parecia ter uma espécie de hélice na sua parte superior. Arlindo não hesitou: também fotografou o inusitado aparelho. Tal qual os dois anteriores, o objeto desapareceu logo em seguida sem que Arlindo pudesse reparar como isso aconteceu.

OS OBJETOS OBSERVADOS POR ARLINDO:

Arlindo então andou uns dez metros na direção do local onde o objeto estava antes de desaparecer. Sua intenção era ver se conseguia encontrar alguma coisa que lhe indicasse o que estaria acontecendo e como aqueles objetos teriam sumido. E é exatamente neste momento que um enorme OVNI com o formato de um ovo e todo branco desce diante de Arlindo – numa distância de apenas um metro. Conforme a descrição da testemunha, o objeto tinha um ruído parecido com o de um motor de carro afogado. O aparelho tnha no mínimo uns dez metros de diâmetro e uns oito metros de altura e, antes de ele pousar no chão, saiu uma espécie de trem de pouso que consistia em quatro hastes pequeninas – algo como uns seis ou sete centímetros de largura. Arlindo tentou fotografar este UFO, porém ele emitiu um feixe de luz em sua direção que provocou uma dor em seus olhos. Imediatamente, Arlindo largou todas as suas coisas no chão e saiu correndo, temendo o que poderia acontecer com ele.
Para seu desespero, Arlindo mal conseguiu se distanciar uns dez metros do UFO, pois o objeto disparou uma espécie de relâmpago que o atingiu em cheio – Arlindo ficou totalmente paralisado após ser atingido. Sem compreender o que lhe estava prendendo, Arlindo tentou olhar para trás e viu dois alienígenas que pareciam ser iguais a nós. Os seres estavam usando roupas que cobriam todo o seu corpo, além de capacetes justos que cobriam quase toda as suas cabeças. Eles também estavam usando luvas. Só era possível ver os rostos das criaturas, pois os capacetes tinham vidros transparentes na frente. Os dois alienígenas foram até Arlindo e o pegaram, sendo que um foi no seu lado direito e o outro do lado esquerdo. Nesse momento, Arlindo suplicou: "Pelo amor de Deus, me soltem!". Neste exato momento ele ouviu uma resposta de um dos alienígenas que, inclusive, mexeu a boca para falar: "Em nome de Deus, nós todos somos irmãos". O interessante é que o som não parecia sair de sua boca e sim de uma caixa que estava pendurada nas costas dos alienígenas. Desta caixa saia uma espécie de tubo que estava conectado no capacete deles. O outro alienígena falou logo em seguida: "Não fazemos mal a ninguém, apenas queremos uma informação". E assim eles levaram Arlindo em direção do OVNI.
Quando chegaram diante da nave, Arlindo pode ver que este tinha uma porta com uma escada de quatro degraus e, ainda, havia outro alienígena parado ali, esperando-os. Esta criatura perguntou para Arlindo se ele não tinha visto uma "zurca" ali por perto. Arlindo disse que não e perguntou o que é uma "zurca". Então o alienígena explicou que era um aparelho que eles transmitiram de lá para cá. Finalmente os seres pegaram Arlindo e levaram-no para o interior do UFO.
Ainda quando estava do lado de fora, Arlindo reparou que nas proximidades da porta de entrada da nave a temperatura estava mais baixa que no ambiente do local. Quando entraram, Arlindo percebeu que a temperatura era bem mais fria que do lado de fora. Era como se houvesse um ar condicionado no interior da nave. Outro detalhe interessante é que, além de frio, ele reparou um cheiro que julgou ser parecido com o de poeira. Além dos três alienígenas que Arlindo viu ainda do lado de fora, dentro da nave havia outros três, sendo que um deles era do sexo feminino. Ao entrar, imediatamente Arlindo viu outros dois seres que estavam sentados numa espécie de cadeira. Ambos estavam usando capacetes como os outros. A impressão que Arlindo teve é que – segundo suas próprias palavras – "eles estariam batendo máquina" (Arlindo comparou a atividade dos tripulantes com datilografia). Talvez tal julgamento fosse motivado em função do barulho que fazia enquanto os seres estavam mexendo nos dispositivos internos da nave. No entanto, ao entrarem, logo as criaturas pararam e conversaram com os três que foram lá fora capturar Arlindo. Inclusive ele reparou que eles chacoalhavam a cabeça em alguns momentos. Arlindo não entendeu absolutamente nada do que os seres alienígenas conversavam entre si.
De repente apareceu uma moça, que teria vindo de outro compartimento do UFO, e que não estaria usando capacete. Ela era loira e de rosto rosado. Ela estava usando um aparelho no ouvido com o que Arlindo comparou com um "ouvidor de telefone". Inicialmente, a alienígena conversou com os outros seres, na qual foi impossível para Arlindo entender uma única palavra. Logo em seguida, a criatura e um dos alienígenas masculinos levaram Arlindo para um outro cômodo da nave, na qual tinha um aparelho parecido com uma geladeira.
A "moça" pegou uma espécie de varinha enquanto o outro ser começou a mexer nos botões deste aparelho que Arlindo comparou com uma geladeira. O aparelho tinha um monitor e, assim que apareceu uma imagem, a alienígena feminina usava a varinha para apontar para os objetos que apareciam nesse monitor. Segundo Arlindo, essa criatura aparentemente fêmea começou a explicar detalhes sobre sua civilização, a forma que eles conseguiam vencer as distâncias astronômicas e outras várias informações importantíssimas – que, infelizmente, não foi possível se resgatar nada em seus depoimentos devido a limitação cultural de Arlindo. Ele não entendeu nada e não se interessou em perguntar para a criatura o que não conseguia entender. É lógico que Arlindo poderia estar se sentindo intimidado ou mesmo, em função da situação incomum – um seqüestro alienígena – não estava em condição de raciocinar normalmente.
Depois que a criatura lhe passou diversas informações, Arlindo foi levado para o cômodo anterior e percebeu que um dos seres também tinha tirado o capacete. Segundo Arlindo, eles eram muito parecidos conosco, sendo que ele só reparou uma pequena diferença: a testa deles era um pouco diferente – embora Arlindo foi incapaz de dizer exatamente qual era a diferença no sentido anatômico. Já a boca Arlindo descreveu que parecia um corte com lábios bem fininhos.
Neste momento, as criaturas teriam lhe dito que: "Nós somos da mesma matéria, do mesmo sangue e vivemos o mesmo trabalho". Depois disso, Arlindo foi levado para fora da nave e os seres ainda lhe avisaram: "Proteja a vista, que o aparelho condena a vista". Os alienígenas conduziram Arlindo até a saída e Arlindo, por sua vez, desceu sozinho as escadas. O interessante é que Arlindo não conseguiu olhar para traz, pois ele se sentia meio "preso" – um efeito que ele nunca conseguiu explicar. Talvez isso ainda fosse alguma influência dos extraterrestres sobre Arlindo.
Depois de tudo isso, Arlindo teve de andar de volta um bom "pedaço" até que encontrasse seus dois amigos que tinham ido caçar com ele. Arlindo se sentia enjoado e com um pouco de tontura – sensações que duraram bastante tempo. No momento do contato com os alienígenas, Arlindo tinha deixado suas coisas caídas no chão e, quando retornou para procurar, ele acabou não achando nada. Porém reparou que o trem de pouso da nave tinha deixado marcas profundas no terreno.
Logo a notícia de sua experiência com os alienígenas se tornou a grande sensação da cidade de Baependi. E, inevitavelmente, acabou chegando nos ouvidos da imprensa que deu todo um tratamento sensacionalista ao incidente com manchetes de grande apelo público nos jornais. Obviamente este caso logo chegou também ao conhecimento do ufólogo Ubirajara Franco Rodrigues, que tratou de entrar em contato com Arlindo Gabriel dos Santos. Levado até o local onde teria se dado o incidente pelo próprio Arlindo, Ubirajara Rodrigues fez moldes de gesso das marcas do trem de pouso e, ainda, eles acharam o embornal que Arlindo tinha perdido no momento do contato.
A princípio Arlindo ficou em dúvida se aquele era mesmo o seu embornal, pois o mesmo estava com várias figuras desenhadas que pareciam uma espécie de escrita. O embornal de Arlindo era liso e não tinha qualquer figura pintada nele.
Com relação às supostas fotografias obtidas por Arlindo, infelizmente as fotos não mostravam as supostas três sondas que tinham descido antes do pouso da nave tripulada. Verificado por Ubirajara Franco Rodrigues, a câmera acabou sofrendo uma grave avaria: a chapa interna de proteção do filme estava queimada e coberta de fuligem. É possível que isto tenha acontecido no momento que Arlindo tentou tirar uma fotografia do OVNI e este, por sua vez, emitiu um feixe de luz que acabou lhe paralisando e também, como conseqüência do feixe, estragou sua câmera fotográfica. A fuligem que cobria a placa interna do sistema de disparo pode ter sido provocada por uma reação química em função de uma exposição ao calor ou uma grande energia luminosa. Mas sem dúvida, o "ponto alto" deste caso seria as estranhas pinturas do embornal de Arlindo.
Mostraremos agora as duas traduções obtidas do estranho desenho no embornal de Arlindo Gabriel dos Santos pelo pesquisador ufólogo Ubirajara Franco Rodrigues. Com relação às traduções, Ubirajara se recusou a opinar pela total falta de conhecimento nesta área.
O EMBORNAL DE ARLINDO

TRADUÇÃO DE PAULO STEKEL

Hebraico e o aramaico bíblico, recorrendo a técnica cabalística quando o léxico não ajudava:
"Que aquele que oprime a erva nova a umedeça, faça-a nascer, para que seja concluída e domine a matéria para que a sua palavra realize o destino da beleza que a conserva perfeita. Pois aquele que a protege da palavra inútil e impura tem um escudo que reforça seu jardim. Caso contrário, sobre o que recairá a ruína? Sobre a força natural da vida. Agora é o momento para a evolução de sua forma e de sua consciência ordinária, pois consciência natural é como o ouro puro, como uma chapa superior, como a síntese da existência e do conhecimento. Defeito violento é à força da consciência objetiva, que é um movimento evolutivo, sem nenhum amor, usada apenas para conservar o domínio. Cada broto desta erva possui um sublime poder. A erva é como uma árvore de ouro puro, capaz da dissolução do mal, mesmo que no princípio seja apenas uma insignificante semente".

TRADUÇÃO DE RICARDO FERREIRA ARANTES

Usou uma imagem invertida (como visto pelo reflexo do espelho) e baseou-se nos alfabetos fenício, hebraico e aramaico. Preferiu deixar sete frases sem tradução em função dos borrões:
"(Oh) quando está determinado;
Calamidades seis vezes;
Vermelho desolado;
Nem a beleza das terras mais longínquas será preservada na nuvem;
Escutai mensageiro, a dor
(dos que foram) destruídos pelo clarão;
Livrai-nos da maldição
(de ter) o corpo consumido;

Fonte: INFA

27 de jan. de 2010

Casos Ufológicos - O caso Forte Itaipú

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Por Reinaldo Stabolito

           Um dos incidentes mais conhecidos de aparente ataque sumário e gratuito realizado pelo fenômeno UFO ocorreu no Forte Itaipú, em São Vicente, litoral Sul de São Paulo. O caso ocorreu na noite do dia 04 de novembro de 1957 que, coincidência ou não, houve um blackout na região. Por volta das 02:00 horas da madrugada, dois sentinelas que cumpriam a guarda no alto dos muros do Forte viram uma luz com brilho muito intenso no céu. Mas eles não deram muita atenção ao fato, pois pensaram tratar-se de uma estrela qualquer que estaria apresentando um brilho intenso por algum fenômeno astronômico.
          De repente, para espanto dos dois, a "estrela brilhante" começou a aumentar de tamanho. Logo perceberam que, na verdade, se tratava de um objeto descendo em alta velocidade, diretamente sobre o Forte. Segundo estimativa dos dois sentinelas, por volta de mil pés acima deles, o objeto reduziu drasticamente a sua velocidade, continuando a rota de descida na direção deles, porém bem lentamente e sem emitir qualquer ruído aparente. A esta altura dos acontecimentos, os sentinelas já se encontravam bastante apavorados e puderam ver perfeitamente o formato do UFO: circular, com um diâmetro de 100 pés, tendo ao seu redor um brilho alaranjado.
           De repente o UFO parou e se posicionou de forma a ficar com cada um dos sentinelas de um lado. Já os sentinelas, por sua vez, ficaram boquiabertos e sem reação. Apesar dos dois estarem portando cada um uma sub-metralhadora, não atiraram contra o objeto. Eles estavam literalmente paralisados com a cena que presenciaram e, com isso, também não acionaram o alarme. De repente o OVNI começou a emitir um ruído, uma espécie de zumbido parecido com o som de um gerador. Logo em seguida, para desespero dos dois sentinelas, uma luz intensa acompanhada de uma forte onda de calor atingiu os dois soldados.
           Os sentinelas começaram a gritar desesperadamente com a dor. Um deles, vencido pelo intenso calor, caiu de joelhos desmaiando em seguida. O outro sentinela se atirou embaixo de um canhão para se abrigar, tentando se proteger da luz intensa. Os gritos despertaram as tropas da guarnição, mas antes que qualquer dos soldados pudesse esboçar qualquer reação, todas as luzes se apagaram. Apenas um calor moderado penetrou o interior do Forte. Mas foi o suficiente para provocar pânico. Após um minuto, aproximadamente, o calor cessou e instantes depois as luzes se acenderam. Alguns soldados saíram então correndo para seus postos e ainda puderam ver o UFO brilhante se afastando, subindo rumo ao infinito.
           Os dois sentinelas sofreram queimaduras e foram levados para o interior do Forte, onde receberam tratamento médico. Diante dos acontecimentos, o comandante do Forte Itaipú enviou uma mensagem urgente para o quartel-general do Exército Brasileiro. Logo depois, pilotos da Força Aérea Brasileira foram colocados em patrulhas especiais e realizaram várias rondas na região, porém não obtiveram quaisquer sinal do OVNI agressor. Um detalhe que chamou a atenção neste aterrorizante caso é que as piores queimaduras estavam por baixo da farda dos dois soldados. Possivelmente os dois soldados teriam sido atingidos por alguma energia que produz um efeito similar às microondas.
           O caso foi abafado no Forte Itaipú, apesar de vários civis e militares terem visto o UFO naquela noite. Como na época dos acontecimentos os Estados Unidos era o país que possuía maior conhecimento sobre o fenômeno UFO, as altas autoridades brasileiras pediram auxilio à Embaixada norte-americana em suas investigações. Rapidamente, os Estados Unidos enviaram pesquisadores que auxiliaram os oficiais do Exército brasileiro na operação de apuração dos fatos. Os soldados queimados continuavam ainda em estado grave, mas eram capazes de falar de vez em quando. Após ouvirem a descrição da ocorrência, com detalhes sobre a aproximação do OVNI e a estranha onda de calor da luz intensa, os investigadores se puseram a debater por que os soldados teriam sido atacados, uma vez que eles não tinham demonstrado a menor hostilidade para o objeto.
           Recentemente, foi liberado através da lei de Liberdade de Informação (FOIA) um documento da Embaixada que mostra resumidamente o que aconteceu naquela fatídica madrugada. Para ver uma cópia do documento, click com o mouse em DOCUMENTO FOIA (arquivo JPG, com 84 kb). Detalhe: o caso ficou sem explicação.

Reinaldo Stabolito é ufólogo e Coordenador Geral do INFA

25 de jan. de 2010

Chupacabras – Artigo Especial

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Há várias histórias sobre este suposto animal chamado “chupa-cabra”, de onde eles vem ou como surgiram aqui.
    Vários relatos foram expostos na mídia desde 1995, em Porto Rico, onde a primeira ocorrência foi oficialmente divulgada, embora seje registrados ataques desde os anos 50.
    Depois de fazer várias pesquisas sobre o assunto, venho aqui expor fatos e teorias sobre o porquê destes ataques ocorrerem.
   
Abaixo alguns fatos registrados sobre os chupacabras:

- ocorrência durante a noite;
- ausência de barulhos ou agitação dos animais;
- ausência de marcas no solo ou na vegetação, indicando sinais de ataque ou luta;
- ferimentos ou incisões nos pescoços dos animais mutilados;
- ausência de sangue nos corpos dos animais;
- ausência de marcas de sangue externamente;
- remoção de alguns órgãos;
- remoção de fetos (em um dos casos pelo menos, no Brasil);
- vários animais atingidos, no mesmo local e na mesma noite;
- presença algumas vezes constatadas, na região próxima, de seres horripilantes;
- observações freqüentes de OVEt´s nas regiões afetadas e por ocasião dos fatos.



ESTRANHAS MUTILAÇÕES



Desde 1954, na França, o pesquisador Aimé Michael, já havia notado vários tipos de animais, principalmente as vacas, com estranhas mutilações. De lá para cá muitas pesquisas foram realizadas. O que sabemos hoje é que muitas pessoas viram estranhas luzes sobrevoando determinadas fazendas. Ao amanhecer, encontraram vários animais mortos com estranhas mutilações. Esses animais mutilados, normalmente, apresentam um pequeno furo no pescoço, por onde é retirado todo o sangue e também algumas vísceras internas, provavelmente por sucção. O furo é feito com uma precisão cirúrgica desconhecida e invejável. É superior ao que se consegue realizar hoje com raios-laser. Há casos onde todos os tecidos foram retirados da cabeça do animal, deixando só os ossos. Há um caso famoso nos Estados Unidos onde uma abduzida, em hipnose, relata que estava dentro do disco voador, e ao mesmo tempo que ela era submetida a vários exames, na mesa ao lado uma vaca era mutilada. Não sabemos se os animais são mutilados vivos ou mortos. Essa estranha ocorrência ainda é um grande enigma causado pelos tripulantes de discos voadores. Este fenômeno é ufológico e não deve ser confundido com o chupa-cabras.


ESTRANHAS CRIATURAS


De todos as ocorrências que foram atribuídas ao chupa-cabras, como descrito acima, apenas 2 % dos casos não tem explicação. Esses 2 % pode ser atribuído às estranhas mutilações realizadas pelos tripulantes de discos voadores ou então estamos frente a frente com um novo fenômeno. Várias testemunhas, aqui no Brasil e também em outros países, descrevem que viram estranhas criaturas peludas. Algumas entraram em luta corporal, como o caso do jovem Luciano, em 1996, em Passos - MG, que acabou com toda a roupa rasgada e o corpo todo arranhado. Lembramos também aqui o caso do caminhão todo cheio de pessoas na carroceria, as quais saíram da igreja e retornavam para casa no bairro da Serra, em Iporanga - SP, quando uma estranha criatura se agarrou na traseira do caminhão, tentando jogá-lo no abismo. Não descartamos aqui a hipótese das testemunhas terem confundido tais criaturas estranhas com os vários tipos de animais da nossa fauna. Existem algumas possibilidades que os Ufólogos estão analisando. Ainda é muito prematuro afirmar que essas estranhas criaturas sejam animais de origem extraterrestre. Não há nenhuma prova disso. Poderia ser alguma experiência biológica ou manipulação genética do DNA por parte dos nossos cientistas ? Poderia ser um "aborto" da natureza ?  Ainda é muito cedo para sabermos. Temos que pesquisar mais à respeito.

OCORRÊNCIAS AO REDOR DO MUNDO

Já foram registradas ocorrências em muitos países do mundo, como Chile, Estados Unidos, Brasil, México, Porto Rico, Venezuela, Guatemala, Equador, e até na Austrália.

ALGUMAS TEORIAS



Ninguém sabe ao certo qual a origem e a espécie destes animais sugadores de sangue, mas existem várias teorias sobre o assunto:
  • Aberrações genéticas de criação humana;
  • Animais trazidos por extraterrestres;
  • Aberrações genéticas da natureza.



DOCUMENTÁRIO DA NATIONAL GEOGRAPHIC

 Download pelo MegaUpload, pq pelo YouTube não da, é mto grande.


Parte 1: http://www.megaupload.com/?d=156OXNI1
Parte 2: http://www.megaupload.com/?d=EPBAYRJ8

Parte 3: http://www.megaupload.com/?d=WAPAZRJZ

Parte 4: http://www.megaupload.com/?d=SSTMXCWP


FOTOS E ILUSTRAÇÕES DE SUPOSTOS CHUPACABRAS








20 de jan. de 2010

Casos Ufológicos - A Noite oficial dos OVNIs

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"Quando um cientista ilustre, mas idoso, declara que alguma coisa é possível, quase certamente tem razão. Quando declara que alguma coisa é impossível, muito provavelmente está errado"
(Lei de Clarke)


   Precisamos tomar muito cuidado para falar que isso ou aquilo é impossível, pois parece que o destino dos homens do planeta Terra é realizar ou provar coisas impossíveis. Na história da humanidade sempre existiram cientistas aparentemente competentes, que promulgaram as leis do que é tecnicamente possível ou impossível, demonstrando, às vezes, que estavam inteiramente errados enquanto a tinta da caneta mal secara. Nos dias atuais tudo continua igual e certamente continuará a ser assim no futuro.
          Recentemente, em 19 de maio de 1986, tivemos um "show" de discos voadores no céu brasileiro, a ponto de as autoridades da Aeronáutica virem a público afirmar que o espaço aéreo brasileiro foi invadido por vinte e um objetos de origem desconhecida, os quais foram detectados pelos radares, foram acompanhados por aviões a jato, se movimentavam em altas velocidades, passando de 250 a 1.500 km/h em fração de segundo, sem causar o boom característico, mudavam de cor, mudavam de trajetória, subiam, desciam, sumiam instantaneamente do radar e apareciam, aos olhos do observador, em outro lugar, acompanhavam os aviões, ficavam parados, faziam ziguezague, causaram a interrupção do tráfego aéreo em várias áreas, saturaram os radares, causaram interferências nos equipamentos dos aviões a jato, faziam curvas em ângulos retos (90°) em altíssimas velocidades, sem deixar rastros como as aeronaves convencionais. Isso tudo foi informado oficialmente, e deve ser menos de 20% do que realmente aconteceu.
A ORDEM DOS FATOS
20:50 horas – O operador da torre de controle do aeroporto de São José dos Campos observa, por binóculo, dois pontos luminosos. A torre pede ao comandante Alcir Pereira da Silva, que viajava com o coronel Ozires Silva, que fizesse uma busca visual do OVNI.
21:10 horas – Sinais luminosos são vistos pelo comandante Alcir e pelo coronel Ozires Silva.
21:14 horas – O controle de radar de São Paulo recebe sinais sem identificação.
21:15 horas – O controle de radar de São Paulo informa o Centro de Tráfego Aéreo de Brasília.
21:20 horas – Brasília confirma a presença de sinais no radar.
21:23 horas – O primeiro jato F-5E sai da Base Aérea de Santa Cruz, Rio de Janeiro, rumo a São José dos Campos (tenente Kleber Caldas Marinho).
22:45 horas – O radar de Anápolis, a 50 km de Goiânia, detecta os sinais e o primeiro Mirage levanta vôo em busca dos OVNIs (capitão Armindo Souza Viriato de Freitas).
22:50 horas – O segundo jato F-5E levanta vôo (capitão Márcio Brisola Jordão).
23:15 horas – O tenente Kleber vê bolas de luz pela primeira vez e começa a perseguir os OVNIs.
23:17 horas – O segundo Mirage levanta vôo em Anápolis.
23:20 horas – O F-5E detecta, pela primeira vez, sinais pelo radar de bordo.
23:36 horas – O terceiro Mirage levanta vôo da base de Anápolis.



          Mas no meio oficial, comentou-se muitas coisas que não foram mencionadas nos depoimentos, tais como: quando o F-5E era seguido por treze OVNIs, o piloto fez um looping para ficar de frente com tais objetos, o que não foi possível pois os objetos também fizeram o looping com o avião. Comentou-se que um objeto veio em alta velocidade e, de repente, parou bem à frente do avião, em rota eminente de colisão, saindo em seguida, a toda velocidade, deixando o piloto totalmente apavorado.
           Considerando-se apenas as informações oficiais, esses fatos só podem ser explicados dentro do contexto do fenômeno UFO ou simplesmente disco voador. O que importa é a origem desses objetos, provavelmente extraterrestres, e a sua tecnologia indiscutivelmente muito avançada e totalmente desconhecida pelos cientistas do planeta Terra. Nossas autoridades da Aeronáutica não souberam explicar o que eram esses objetos, limitando-se a dizer que só podem dar explicações técnicas, e essas explicações eles não as têm. Foi formada uma comissão de estudos para analisar os fatos, e a conclusão certamente jamais será do conhecimento público. De certa forma, de positivo ficou o fato da Aeronáutica brasileira reconhecer publicamente que o nosso espaço aéreo é invadido constantemente por estranhos objetos de origem desconhecida, e, de negativo, ficou o lamentável fato que vários cientistas tentaram explicar o evento, dando um total de vinte e uma explicações distintas para um simples avistamento de OVNIs. Algumas tão infantis que é difícil acreditar que partiram de cientistas.
           Os ufólogos brasileiros e de outros países já estão acostumados a esse círculo vicioso, no qual todas as vezes que acontece um fato ufológico de conhecimento público alguns cientistas, quase sempre os mesmos, dão entrevistas aos meios de comunicação totalmente contra a hipótese dos discos voadores. Quem é o culpado dessa situação? Os ufólogos, os cientistas ou os repórteres que procuram as pessoas erradas para explicar o que não conhecem? Ora, se eu tenho um problema de coração, jamais irei procurar um mecânico para resolver o meu problema. O que observamos em alguns cientistas é que eles querem explicar um fato ufológico como algo relativamente simples e conhecido, sem, no mínimo, analisar os fatos.
           Isso não acontece só no campo ufológico, mas em todos os campos da ciência. Essas pessoas esquecem que a imaginação é um dos principais requisitos de um bom cientista. É importnte ter um sólido conhecimento científico, o "sentido" da ciência e uma imaginação realmente flexível. O mais espantoso é a velocidade com os quais aqueles que, em certo momento, declaram "é impossível" passam a dizer "eu sempre disse que podia ser feito". Parecem mais políticos do que cientistas. Mas quais as razões que levam um cientista a não admitir a existência dos discos voadores?
           Contra fatos não há argumentos. A ufologia é riquíssima em fatos, mas é mais fácil negar do que provar. Esses cientistas são conservadores, têm medo de cair no ridículo, ficam cegos pelos seus preconceitos, são incapazes de ver o que está diretamente na frente deles, recusam-se a aprender com a experiência ou o assunto altera suas bases morais, sociais e religiosas, não sabemos, mas a história do homem está repleta de exemplos dessa natureza, que mais tarde se revelaram errados.

O CONTROLE GRAVITACIONAL

          Parece que a única coisa que separa o possível do impossível é o fator tempo. Através dele, muitas coisas impossíveis passaram a ser possíveis, e as que hoje são impossíveis certamente serão possíveis no futuro. O próprio fenômeno UFO nos mostra como será o nosso futuro: controle da força gravitacional, teletransporte, viagens para outros sistemas estelares, invisibilidade, controle total da matéria (átomos) realizando transmutações, e muitos outros fatos ufológicos serão de domínio total dos nossos cientistas do amanhã.
           Os erros do passado em nada têm alertado certos cientistas, que fazem questão de tapar o sol com a peneira. Houve uma época em que se disse que estavam caindo pedras do céu, e os cientistas explicaram que isso era impossível. Mais tarde descobriram-se os meteoros. No século passado, por volta de 1880, a idéia da luz elétrica era um absurdo para muitos cientistas, menos para Thomas Alva Edson. Quando as primeiras locomotivas estavam sendo construídas, os cientistas afirmavam clamorosamente que a "sufocação" seria o destino daqueles que atingissem a terrível velocidade de 50 km/h. No início do século passado (1900), os cientistas eram quase unânimes em declarar que o mais pesado que o ar era impossível de voar e que tentar construir aeroplanos seria dar provas de loucura. Na década de 1920, a idéia do vôo espacial também era uma loucura. Em 1957, quando era colocado em órbita terrestre o primeiro satélite artificial, um famoso cientista e inventor disse ao mundo que o homem jamais poria os pés na Lua, fato que os repórteres lhe cobraram em 1969. Enfim, teríamos milhares de exemplos para mostrar que a palavra "impossível" foi inventada pelos fracos, pelas pessoas que não têm capacidade de enxergar um palmo na frente do nariz.
           Também não seria assim tão surpreendente se muitas coisas tidas como impossíveis se tornassem realidades graças a brilhantes cientistas que insistiram em suas idéias, tendo como exemplo o fenômeno ufológico. O próprio Einstein já falava em controle gravitacional na sua teoria da unificação dos campos. De onde surgiu essa possibilidade? Analisando casos de discos voadores? Infelizmente, esse gênio morreu antes de concluir sua teoria. Mas será que hoje já teríamos o controle gravitacional se Einstein a tivesse concluído? Sabemos que a NASA gasta fortunas em pesquisas, inclusive sobre o controle gravitacional. Os discos voadores nos mostram que esse sonho certamente será uma realidade – é só uma questão de tempo.
           O mais importante é que a tecnologia é o resultado de novos sistemas e não o aperfeiçoamento de sistemas antigos. Hoje cruzamos o oceano Atlântico cem vezes mais rápido do que há duzentos anos. Não que os barcos andem cem vezes mais rápidos, mas sim porque hoje temos aviões a jato. Atualmente o vôo com aviões a jato é coisa corriqueira, mas era um sonho há duzentos anos, uma fantasia impossível de se pensar. Fernão de Magalhães levou dois anos para dar uma volta ao mundo, mas hoje um astronauta leva apenas noventa minutos. No seriado "Cosmos", do falecido Carl Sagan, falou-se do projeto sofisticado do jato de Guerra Bussard, que poderia viajar com uma velocidade próxima á da luz para aplicar uma dilatação relativística especial do tempo. É somente um projeto? Ainda é um sonho? Os norte-americanos já falam em utilizar o ônibus espacial para construir naves dessa natureza no espaço. Aí envolve o fator dólares. Com uma nave dessa, na velocidade de 99,99% da velocidade da luz, poderíamos percorrer 37 anos-luz em dois meses, ou seja, poderíamos atingir qualquer uma das trezentas estrelas contidas em um raio de trinta anos-luz. Enquanto para os passageiros passariam somente dois meses, para os habitantes da Terra passariam 37 anos.

TROCAR ACUSAÇÕES POR PESQUISAS

          Os russos já conseguiram ficar muitos meses no espaço, o que faz parte do preparo de uma viagem tripulada ao planeta Marte. Loucura? Sonho? Ou uma realidade eminente? Parece que o homem veio do espaço e que o seu destino é retornar a ele. A todo instante os discos voadores nos mostram essas possibilidades, mas há cientistas que não acreditam e falam com uma ignorância arrogante. Há alguns anos, o físico César Lates deu uma entrevista à imprensa na qual afirmou que a vida é privilégio do planeta Terra em todo o Cosmos, e que a vida extraterrestre é um verdadeiro absurdo. Hoje a grande maioria dos astrônomos e físicos acreditam na vida extraterrestre, porém não crêem que esses seres nos estejam visitando por meio de discos voadores. Esses cientistas dizem que uma nave do tipo Voyage I, viajando a uma velocidade de 50.000 km/h, para alcançar a estrela mais próxima do nosso sistema solar, a Alfa do Centauro, distante 4,3 anos luz, levaria aproximadamente 100.000 anos. Seriam gerações e gerações dentro de uma nave espacial. Isso é válido para a nossa atual tecnologia, que tem apenas trinta anos na área das viagens espaciais. Ora, como estará a tecnologia de viagens espaciais de uma população de seres extraterrestres que tenham um milhão de anos à nossa frente? Viajando a 50.000 km/h?
           Na ufologia mundial há milhares de casos, riquíssimos em detalhes, envolvendo pessoas perfeitamente normais, mas alguns cientistas preferem simplesmente afirmar que essas pessoas são "loucas", no lugar de pesquisarem a história que elas contam. Esses cientistas deviam unir-se e provar cientificamente que os discos voadores não existem. Esses cientistas têm viseiras tão fechadas que, se alguém entregar um disco voador a eles, é mais do que provável que ainda assim eles não acreditarão. Quando analisamos os seus depoimentos, principalmente em relação ao evento de 19/05/86, verificamos que são absolutamente infundados e totalmente desencontrados; nenhum deles parou para analisar os depoimentos das autoridades da Aeronáutica. Eles só conseguiram provar duas coisas. Primeiro: que não conseguem entender-se entre si. Segundo: na sua tentativa de provar que não era fenômeno extraterrestre, que não conhecem os fenômenos terrestres. E é lamentável que eles tenham dado tantas explicações, algumas totalmente conflitantes entre si. Acreditamos que eles devem ser bons profissionais, que realizam seus trabalhos como competência, mas tudo indica que nunca pesquisaram um único caso de disco voador.

AS TESTEMUNHAS

           Recapitulemos os pronunciamentos oficiais sobre o incindete de maio de 1986, a fim de compormos um quadro daqueles acontecimentos:
Brigadeiro Otávio Júlio Moreira Lima, ministro da Aeronáutica
01 – "Entre 20:00 horas (19/05) e 01:00 hora (20/05) pelo menos 21 objetos foram detectados pelos radares brasileiros".
02 – "Saturaram os radares e interromperam o tráfego na área".
03 – "Toda vez que os radares detectam objetos não-identificados os caças levantam vôo para identificação".
04 – "Radar só detecta superfícies sólidas, objetos metálicos e nuvens (massas) pesadas. Não havia nuvens nem aeronaves convencionais na região. O céu estava limpo. Radar não tem ilusão de ótica".
05 – "Só podemos dar explicações técnicas, e não as temos".
06 – "Seria muito difícil para nós falarmos sobre a hipótese de que esses objetos seriam de origem extraterrestre".
07 – "A hipótese de uma guerra eletrônica é muito remota, e não é o caso aqui no Brasil".
08 – "É fantástico. Os sinais nos radares eram bem claros".

Coronel Ozires Silva, na época presidente da Petrobrás

01 – "Dizem que foi um salto muito grande entre a presidência da Embraer e a presidência da Petrobrás, que subi tanto que cheguei a ver disco voador".
02 – "Quando nos aproximávamos de São José dos Campos, a bordo do avião Xingu PT-MBZ, Brasília pediu para observarmos alguns pontos que estavam sendo detectados pelo radar, e que não estavam registrados como vôos regulares dentro daquela área".
03 – "Na altura de 600 metros, vimos pontos luminosos, de cor laranja-vermelhado, com brilho muito intenso".
04 – "Tentamos nos aproximar das luzes, mas desistimos. As luzes apagavam e acendiam em lugares diferentes (10 a 15 segundos). Observamos variações muito rápidas de velocidade".
05 – "As luzes tinham presenças reais, eram alvos primários no radar, alvos positivos, uma coisa concreta".
06 – "Se não fosse detectado pelos radares, eu não teria falado nada".
07 – "Está registrado em fitas pelo radar".
08 – "Não consegui identificar nada".
           O Coronel Ozires Silva, posteriormente, escreveu o livro "Decolagem de um Sonho", na qual conta toda sua incrível trajetória aeronáutica, entre os quais a transformação da EMBRAER numa empresa altamente competitiva internacionalmente. Em seu livro, Ozires descreve o que viu na noite de 19 de maio de 1986. Para ver o testemunho de Ozires Silva, que ele registrou em seu livro, clique com seu mouse em DISCOS VOADORES EXISTEM? – este texto está no último capítulo de seu livro. O Coronel Ozires Silva ocupou vários cargos de destaque no Brasil, entre eles: presidência da EMBRAER, presidência da Petrobrás, Ministro da Infraestrutura no governo Collor e a presidência da VARING.

Comandante Alcir Pereira da Silva, co-piloto
do avião Xingu PT-MBZ


01 – "Vimos luzes laranjas-avermelhadas" (O comandante foi o primeiro a ver as luzes).
02 – "Parecia uma estrela bem iluminada".
03 – "Informamos a torre de São José dos Campos que iríamos perseguir o objeto".
04 – "A única prova que temos é o registro deles no radar de nossa aeronave".
05 – "A luz desapareceu como se tivesse apagado instantaneamente".
06 – "Foi uma experiência incrível".
07 – "Eles voavam em grande velocidade".

Major-aviador Ney Antônio Cerqueira, chefe do Centro
de Operação de Defesa Aérea (CODA)


01 – "Não temos condições técnicas operacionais para explicar".
02 – "O aparecimento e desaparecimento desses objetos nas telas dos radares são inexplicáveis".
03 – "São Movimentos Aéreos Não-Identificados (MANI)".
04 – "As fitas com as comunicações entre pilotos e controladores, entre controladores das áreas de Brasília, São Paulo e Anápolis e os relatórios dos pilotos dos F-5E e dos Mirages serão estudadas para posteriores conclusões".
05 – "Os instrumentos técnicos usados para a identificação das luzes tiveram problemas para registrá-las".
06 – "O CODA acionou dois F-5E e três Mirages para identificarem os objetos. Um F-5E e um Mirage ficaram de prontidão no solo".
07 – "Fato semelhante aconteceu há 4 anos" (Caso Brito).
08 – "As luzes se movimentavam a uma velocidade entre 250 a 1.500 Km/h".
09 – "A Aeronáutica não dá o caso por encerrado".

Tenente Francisco Hugo N. Freitas,
Controle de Operações


01 – "Os objetos foram detectados pelos radares de Santa Cruz, Congonhas, Anápolis e Brasília".
02 – "Os radares detectaram 21 ecos no total".
03 – "Durante alguns instantes, o F-5E foi perseguido por 13 objetos".
04 – "O objeto deslocava da esquerda para a direita, parou e começou a deslocar-se no sentido oposto ao da aeronave".

Tenente-aviador Kleber Caldas Marinho, piloto
do primeiro F-5E a levantar vôo


01 – "Tive um contato visual e um contato com o meu radar de bordo de algo que parecia um ponto de luz, o qual estava distante 12 milhas à minha frente, distância esta também confirmada pelo radar de solo" (Sofreu interferências nos seus instrumentos de bordo).
02 – "O objeto se deslocava da esquerda para a direita, depois começou a subir".
03 – "O objeto variava de cor: verde, vermelha e branca. Predominava a cor branca".
04 – "O objeto estava a 10 km de altura e na velocidade acima de 1.000 km/h".
05 – "Segui até as 200 milhas sobre o oceano Atlântico" (Não conseguiu aproximar-se e nem identificar o objeto).
06 – "Não tive medo porque eu gosto do desconhecido".

Capitão-aviador Márcio Brisola Jordão, piloto
do segundo F-5E a levantar vôo


01 – "Próximo a São José dos Campos, o radar detectou vários contatos, dez a treze pontos, a vinte milhas de distância".
02 – "O céu estava limpo, mas eu não via nada".
03 – "O radar de solo foi informado a aproximação dos objetos: 20 milhas, 15, 10, 5, de repente havia 13 objetos atrás de minha aeronave, a 2 milhas de distância, seis de um lado e sete do outro, durante vários minutos. Após manobrar a aeronave, os objetos haviam desaparecido".
04 – "Não vi forma, não vi velocidade, não vi variação de altura e não mudou de cor".
05 – "Voou durante 01:20 hora".
06 – "Não tive medo porque não via nada me ameaçando".

Capitão Armindo de Souza Viriato de Freitas,
piloto do Mirage


01 – "O céu estava limpo, mas eu só percebi o objeto pelo radar; o objeto estava a 20 km de distância".
02 – "Como não tinha razão de aproximação, resolvi aumentar a velocidade até 1.340 km/h, e me aproximei do objeto até 6 milhas de distância".
03 – "O objeto se deslocava para frente e se movimentava de um lado para o outro no escopo do meu radar" (ziguezague).
04 – "De repente, o ponto desapareceu no escopo do meu radar".

Major-brigadeiro-do-ar Sócrates Monteiro,
comandante do IV COMAR (SP)


01 – "Há muitos anos esses casos vêm sendo registrados".
02 – "Passaram de 250 para 1.500 km/h em frações de segundo".
03 – "A FAB filmou todo o evento em vídeo-tapes".
04 – "90% tem explicações, 10% não".
05 – "Pode ser que se explique por uma disfunção eletrônica dos radares".
06 – "É possível que não se constate o que foi".
           Deve-se ressaltar que os pilotos de Mirage e F-5E são considerados os melhores do Brasil, pois fazem inúmeros cursos de especialização e jamais iriam confundir meteoros com OVNIs. Quando lemos o currículo dos pilotos que levantaram vôo naquela noite de 19 de maio, temos uma boa idéia da sua experiência profissional: 900 missões, 2.000 horas de vôo, e assim por diante. Aliás, só uma a cada quinhentas pessoas consegue tornar-se um piloto de caça da FAB.
           Os aeronautas da aviação comercial do aeroporto de Cumbica, São Paulo, negaram-se a comentar o fato. A abordagem do tema OVNI pode representar muitos problemas para o profissional de aviação; temem represálias por parte da empresa.
           O coronel Adalberto Resende Rocha, chefe do Centro de Relações Públicas do Gabinete do ministro da Aeronáutica, não permitiu que certas perguntas fossem respondidas, tais como autonomia e armamento das aeronaves, alegando serem de caráter sigiloso.

EXPLICAÇÕES DA COMUNIDADE CIENTÍFICA

           Passemos, agora, a transcrever e analisar alguns depoimentos de físicos, astrônomos e demais especialista que foram procurados pelos órgãos de comunicação para prestar o seu esclarecimento. E percebemos o absoluto desconhecimento e a precipitação por trás de muitas de suas explicações desencontradas.

Paulo Marques, físico, jornalista e professor

01 – "Responsáveis homens da ciência supervalorizaram, de forma apressada e impensada, o aparecimento, nos céus de São Paulo, dos tais OVNIs".
02 – "Discordo de um notável vidente desses OVNIs, o atual presidente da Petrobrás, o coronel Ozires Silva".
03 – "A vida em outros planetas da Via Láctea é um verdadeiro absurdo".
04 – "Era noite de Lua cheia. A luz da Lua refletiu no corpo do avião".
05 – "Os radares detectaram meteoros".
06 – "São OVNIs espiões dos EUA e da URSS, que lançam aeronaves não-tripuladas e movidas a controle remoto".
07 – "Quero, como brasileiro, que meu veículo continue a ser movido a derivados de petróleo, e não por forças cósmicas, como talvez poderá pretender o coronel Ozires".
           O físico Paulo Marques provavelmente ouviu o galo cantar mas não sabe onde, e não leu nenhuma notícia sobre os depoimentos das autoridades da Aeronáutica. Todas as vezes que o coronel Ozires Silva deu entrevistas, ele sempre fez questão de frisar que não sabe o que viu, falando apenas que avistou pequenos pontos luminosos, a distância, de cor avermelhada. Em nenhum momento ele alegou ter visto OVNIs. Como pode a luz da Lua refletida no corpo do avião ser detectada por radares? Como podem meteoros perseguir, durante alguns minutos, um avião a jato?

Ernest Hamburger, físico da USP

01 – "Não acredito ser um fenômeno extraterrestre".
02 – "Deve ser um fenômeno terrestre".
03 – "Não sei o tipo de coisa que foi visto".
04 – "Podem ser fenômenos elétricos de bolas de fogo que se movem".
05 – "Se houver vida em outros planetas, os seres devem ser tão diferentes que nem dá para imaginar".
06 – "Bobagem, igualmente bobagem!" (referindo-se às opiniões dos ufólogos).
           O físico Ernest Hamburger não acredita na hipótese extraterrestre desses objetos, o que é um direito dele, mas suas explicações não esclareceram nada. Disse que podem ser bolas de fogo, mas não sabe o que foi visto. As bolas de fogo envolvem quatro tipos distintos de fenômenos:
01 – A pressão causada pela movimentação das placas tectônicas no subsolo causa a ionização de gases, que podem chegar à superfície através de trincas do solo nas falhas geológicas, fazem um movimento aleatório e, em seguida, se desfazem.
02 – O atrito dos ventos nos picos das montanhas carregam eletricamente toda a montanha. De acordo com o material, mais ou menos isolante ou condutor, que constitui o solo, pelo efeito elétrico do poder das pontas, no alto do morro, aparece uma bola ionizada que pula até outro morro, neutralizando-se. O tamanho máximo é de 30 centímetros e o movimento é em forma de arco, com velocidade constante.
03 – O raio bola ou relâmpago globular, um fenômeno atmosférico raríssimo, aparece no meio de um relâmpago convencional, faz movimentos aleatórios, queima se atingir pessoas e some no meio de uma explosão. Também tem um diâmetro máximo de 30 centímetros.
04 – O fenômeno UFO.
           Os tópicos 01 e o 03 já foram reproduzidos em laboratórios. O 01 e o 02 são chamados pelo povo de "Mãe de Ouro". O 01, o 02 e o 03 têm cor avermelhada. O 04, o fenômeno UFO autêntico, além da cor vermelha, possui todas as cores do espectro visível, e suas dimensões, a partir das pequenas sondas, têm de 10 a 60 centímetros, e as naves tripuladas têm de 3 a 30 metros de diâmetro. As bolas luminosas vistas pelos pilotos da Aeronáutica tinham um diâmetro de 6 a 8 metros e, pelos fatos narrados, não se enquadram nos três primeiros fenômenos. A única explicação, sem a menor dúvida, é o fenômeno UFO.
José Zatz, físico
01 – "Pelas informações divulgadas, não se pode afirmar que era OVNI".
02 – "Poderia ser um reflexo".
           O físico José Zatz certamente não sabe que um reflexo jamais pode ser detectado por radares. Foram mais de cinqüenta radares que detectaram os UFOs de maio. Não acredito que o físico José Zatz pense que toda a nossa Aeronáutica seja formada por pessoas mentirosas. Certamente ele deu sua opinião antes de analisar os fatos narrados pelas milhares de testemunhas, fotografados, filmados e gravados em fitas de radares.

Luís Pinguelli Rosa, físico da UFRJ

01 – "Não tenho dúvida de que se trata de algo compreensível pela luz da ciência".
02 – "Não tem nada a ver com objetos extraterrestres".
03 – "Aviões não-identificados produzem os efeitos semelhantes àqueles que foram observados".
04 – "Os objetos balísticos atravessaram o céu brasileiro a uma altitude baixa".
           O físico Luís Pinguelli Rosa não tem dúvida de que se trata de algo compreensível pela luz da ciência, mas a realidade nos mostra e descreve como sendo totalmente inexplicado pela ciência. Gostaríamos de saber que tipo de avião (modelo, fabricante) consegue produzir os efeitos semelhantes àqueles descritos pelas autoridades da Aeronáutica. Deve ser um modelo tão secreto que só é do conhecimento do físico Luís Pinguelli Rosa. E os objetos balísticos que atravessaram o céu brasileiro a uma altitude baixa, de onde saíram, onde caíram e quem os lançou?
           Rogério Cezar Cerqueira Leite, físico e membro do Conselho Editorial da Folha de SP não acredita que tenha sido OVNI: "Parece ser puramente um fenômeno atmosférico ou falha nos instrumentos". É muito cético em relação a esses acontecimentos.
           O físico Rogério Cezar Cerqueira Leite falou em fenômeno, o que é muito vago. Existem várias dezenas desses fenômenos e nenhum deles fazem o que fizeram os objetos observados em maio. Com relação a falhas nos instrumentos, isso foi descartado pelas próprias autoridades, pois a ocorrência foi observada em radares de vários Estados e nenhum sistema eletrônico apresentou qualquer defeito.
           Em certo instante, esse físico se mostrou como o mais arrogante de todos os outros que são contra os discos voadores, embora nem conheça os detalhes dos casos ufológicos. Em um artigo, publicado na imprensa paulista, Cerqueira Leite inicia dizendo que aparentemente os esquizofrênicos extraterrestres não desistem e fogem esbaforidos quando qualquer coisa humana se aproxima. Esses seres, segundo ele, não são apenas tímidos mas também têm medo de se resfriar, pois aparecem somente em noites de Lua cheia e céus azuis límpidos. Ora, qualquer pessoa que conhece a casuística ufológica sabe como esse arrogante físico está desinformado.
           José Goldemberg, físico, reitor da USP, após ter sido perguntado por um repórter se poderia comentar o pronunciamento do ministro da Aeronáutica, brigadeiro Otávio Júlio Moreira Lima, sobre os OVNIs, disse: "Brincadeira, não!". O físico José Goldemberg é um daqueles que preferem não encarar a realidade.

Luis Carlos Menezes, físico da USP

01 – "É necessário comprovar se realmente foram detectados no radar".
02 – "Se foram detectados no radar, então é uma aeronave".
03 – "São efeitos térmicos com reflexos de luzes por difração, e você vê a coisa onde não está" (miragem).
04 – "Um país superdesenvolvido resolveu fazer um teste com os radares brasileiros".
05 – "Uma manobra onde se colocam diante das telas dos radares muitos pontos não importantes de chamarizes, ofuscando o sistema de radares, que deixam os instrumentos militares, a aeronave e o foguete encobertos".
06 – "Um conjunto de pequenas aeronaves teleguiadas, as quais usam pequenos foguetes com uma geometria mais bidimensional, mais plana, alguma coisa mais fina e leve, com propulsão própria e telecomandada".
07 – "Nunca pesquisei um fragmento de OVNI".
           Ele acredita em seres extraterrestres, mas não em viagens interplanetárias. O físico Luiz Carlos Menezes, quando o autor afirmou a um jornal paulistano que os discos voadores existem e são tripulados por seres extraterrestres, saiu-se com essa: "Ah é? Então por que não descem para um café?". Um leitor desse jornal, de nome Cyril G. P. Walter, escreveu uma resposta ao Menezes: "Os irmãos Villas Boas desceram para um cafezinho quando sobrevoaram os xavantes pela primeira vez? Os xavantes atacaram o avião – um OVNI para eles – com flechas, conforme foi fotografado e documentado na época. Nós não usamos flechas e bordunas, usamos Mirages e F-5E".
           Esse físico a cada dia dava uma explicação diferente. Foram pelo menos cinco hipóteses distintas, algumas delas sem nexo. Ele mesmo acabou-se confundindo com suas explicações. Falou até em miragens dos radares, sendo que o próprio ministro da Aeronáutica afirmou que radares não têm ilusão de ótica ou miragens. Com relação ao teste dos radares brasileiros realizado por algum país superdesenvolvido, isso foi descartado pela própria Aeronáutica, por entender que essas aeronaves não se deslocariam sem deixar rastro ou sem provocar o estrondo característico de uma nave ultrapassando a barreira do som, o que não ocorreu.

Roberto Godoy, especialista em armamento

01 – "O Brasil foi espionado por algum país, alguma potência interessada em fotografar, especialmente o Vale do Paraíba, litoral sul do Rio de Janeiro e litoral norte de São Paulo".
02 – "É a região estratégica mais importante do país: indústria bélica brasileira (primeira em armas do terceiro mundo), indústria aeroespacial, Centro Técnico Aeroespacial, usina atômica Angra dos Reis, principal terminal de recebimento de petróleo (terminal Almirante Barroso em São Sebastião), que faz ligação direta com a Refinaria da Petrobrás, no Planalto Paulista".
03 – "Uma ou duas aeronaves, repletas de computadores e sensores, soltam cargas externas para criar confusão eletrônica, saturação e ilusão de ótica no radar. As cargas são esféricas, cilíndricas e metálicas, que emitem luz colorida, calor e têm propulsão própria por alguns minutos".
04 – "Tecnologia muito avançada, dominada pela União Soviética e pelos Estados Unidos, e com uma geração de atraso pela Inglaterra e pela França".
05 – "Faz parte do jogo de xadrez da política internacional".
           O especialista em armamento Roberto Godoy falou em espionagem de algum país desenvolvido como EUA, URSS, Inglaterra ou França sobre o Vale do Paraíba. Ora, qual país correria o risco de invadir o espaço aéreo brasileiro com uma ou duas aeronaves para simplesmente realizar fotografias noturnas? Todos se lembram quando, em setembro de 1983, um Jumbo coreano foi espatifado por um míssil soviético, com 269 pessoas a bordo, por ter invadido o espaço aéreo daquele país. Invadir um espaço aéreo é praticamente declarar guerra a um país.
           E as cargas externas liberadas em nossa atmosfera, que têm propulsão própria por alguns minutos? Onde caíram? Quem as recolheu e como? Que motor e combustível usam para fazer curvas de 90 graus a 3.600 km/h? Como explicar que, oficialmente informado, algumas dessas bolas foram perseguidas por um F-5E durante uma hora e meia? Oficialmente, através de muitas testemunhas, sabemos que o evento iniciou-se às 18:30 horas e foi até as 02:30 horas do dia seguinte, ou seja, os objetos ficaram em nossa atmosfera durante oito horas. Como fica a propulsão dessas cargas externas de alguns minutos? Como já foi mencionado, a própria Aeronáutica descartou a hipótese de espionagem por parte de qualquer país do planeta Terra. Além disso, os Estados Unidos têm satélites que conseguem fotografar uma bolinha de pingue-pongue no solo, por isso eles poderiam fazer as referidas fotos durante o dia, com melhor qualidade e sem qualquer risco.

Professor Jaques Danon, astrônomo e
diretor do Observatório Nacional


01 – "São chuvas de meteoros".
02 – "A Terra passa hoje pela órbita do Halley, onde ele deixou partículas que agora estão caindo no nosso planeta".
          Já Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, astrônomo, afirmou categoricamente que "são meteoros". Alguns astrônomos deviam ganhar o Prêmio Nobel, pois descobriram um novo astro nos céus, um tal de meteoro motorizado que persegue aviões. E deve ser do tipo helicóptero, já que consegue parar em pleno ar e depois sair em altíssima velocidade. E, pelas descrições das testemunhas, esses meteoros devem ser tripulados, pois fazem looping e movimentos inteligentes. Dois astrônomos candidatos a esse prêmio são do Rio de Janeiro: professor Jaques Danon e Ronaldo Rogério de Freitas Mourão.
           Por que ninguém viu as bolas luminosas relatadas em maio quando o cometa de Halley se aproximou da Terra em outubro de 1985 pela primeira vez? Nesse mês também tivemos uma chuva de meteoros e ninguém confundiu com discos voadores. Será que os meteoros de maio eram diferentes? Em maio, realmente tivemos uma chuva de meteoros e também um show de discos voadores. A chuva de meteoros foi visível em todo o planeta e o show de discos voadores foi visível somente em alguns Estados brasileiros.
           Todos lembram da posição de Mourão no evento do comandante Gerson Brito, em 08/02/82. Naquela época, a cada dia o astrônomo dava uma explicação diferente. No fim ele mesmo já não sabia o que as 150 testemunhas, a bordo do avião tinham visto. Um fato muito interessante é que agora a Aeronáutica confirmou que o disco voador que seguiu o avião do comandante Brito tinha sido detectado pelos radares do Cindacta (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo), o que na época foi negado. Teriam os radares detectados o planeta Vênus? Na época, disseram o seguinte com relação ao depoimento de Mourão: "Por mais de uma hora o avião foi seguido pelo planeta Vênus, e, quando chegou ao Rio de Janeiro, Vênus percebeu que o aeroporto era muito pequeno para ali aterrissar, e, conseqüentemente preferiu retornar ao espaço e continuar sua órbita".

Mário Schemberg, físico

01 – "Já houve muitos relatos de pessoas que tiveram experiências com OVNIs".
02 – "O fato de a Aeronáutica admitir oficialmente OVNIs nos céus brasileiros vai fazer com que se aceite cada vez mais a hipótese dessa existência".
           Já Augusto Daminelli (foto abaixo), astrônomo, diz que não tem dados técnicos para explicar. Ele acha ignorantes as pessoas que dizem "isso não existe".

Aydano Barreto Carleial, diretor de programas do Instituto
Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)


01 – "Pode ser OVNI".
02 – "Como refletiu nas telas do radar deve ser material, mas não sei de que tipo".

Iwan Thomas Halasz, radioamador

01 – "Satélites em órbitas inferiores a 400 km são detectados pelos radares".
02 – "A Goddard Space Flight Center (GSFC) não comunicou nenhuma reentrada de satélite em nossa atmosfera".
03 – "Em Ottawa, Canadá, o fluxo solar é medido todos os dias às 17:00 horas UTC. Entre 15 e 20 de maio de 1986, o número de manchas solares aumentou em 3 vezes, de 7 para 21 (Zurich ou Wolf). Em 17/05/86, danificou-se o computador a bordo do satélite Oscar-10 (três anos de funcionamento)".
Mancha Solar – provoca perturbações magnéticas e ionizações; causa o efeito aurora; condições anormais de propagação (VHF e UHF); interfere nas comunicações via satélite; interfere nos sinais recebidos e transmitidos por sondas interplanetárias; intensifica as tempestades magnéticas; cria uma forte radiação cósmica no Cinturão Van Allen.
Ionização – é o desdobramento de moléculas em dois ou mais átomos eletricamente carregados, por colisão de altas energias. Quando os elétrons são misturados com os íons positivos em números aproximadamente iguais entre si, eles formam um plasma altamente condutivo capaz de refletir até ondas decimétricas, e conseqüentemente podem ser detectadas pelos radares.
           O radioamador Iwan Thomas Halasz relatou alguns detalhes que não podem ser desprezados, correlacionando os efeitos das manchas solares com os avistamentos de maio. Não temos dúvidas que esses avistamentos eram discos voadores de origem extraterrestre. Do ponto de vista técnico, uma hipótese é que os seres que pilotam os discos voadores também analisam os efeitos das manchas solares em nosso planeta. É necessário fazer um estudo detalhado com relação aos avistamentos ufológicos nos períodos em que ocorrem as manchas solares em outras épocas. As manchas solares ocorrem entre nove a treze anos. Desta vez também tivemos uma grande aproximação do planeta Marte da Terra. Sabemos que em Marte não há vida, pelo menos igual a nossa. Mas todos esses dados são técnicos e devem ser analisados e correlacionados com a ufologia.

Franklin Story Musgrave, astronauta norte-americano

01 – "Não acredito em discos voadores, mas que existem, existem".
02 – "Conheci na NASA estudos bem sofisticados sobre OVNIs".
03 – "A vida em outros planetas na Via Láctea é uma certeza estatística".
04 – "A NASA não tem nenhuma prova satisfatória que seres extraterrestres visitem a Terra" (Essa é a posição da NASA perante o público, mas sabemos que a realidade é bem diferente).

Professor Michael Persinger (Canadá)

01 – "Estatisticamente existe uma correlação entre os avistamentos de OVNIs e os terremotos (antes e depois), e também os impactos de meteoritos".
02 – "Os movimentos das camadas tectônicas no interior da Terra, devido ao atrito das rochas, produz um gás quente e ionizado que escapa da superfície do solo, em forma de bola luminosa, e produz radiofreqüência que causa interferência eletromagnética".
          O dr. Brian Preire (Departamento de Minas do Estado do Colorado, EUA) reproduziu em laboratório a tese do professor Michael Persinger. Um bastão de granito foi submetido a uma enorme pressão até estourar, liberando gases ionizados e luminosos com intensa radiofreqüência. As bolas luminosas podem durar muitos minutos.
           O trabalho realizado pelo professor Michael Persing e o dr. Brian Preire é muito bom e mostra uma realidade que também é analisada e pesquisada pela ufologia. O que eles relataram mostra um fenômeno muito comum nos locais onde há falhas geológicas, e normalmente é confundido pelos leigos como sendo UFO. O comportamento dessas bolas ionizadas é conhecido e nada têm a ver com o que foi narrado pelas autoridades da Aeronáutica. Infeliz foi a produção do programa de TV que colocou essa pesquisa em confronto com os fatos e narrativas de maio, confundindo a opinião pública.
           Mas até entre os ufólogos há casos de enganos ou mesmo de fraudes que não sobrevivem a uma análise técnica. É o que ocorre com o ufólogo que, ao receber uma foto de um suposto disco voador, conclui precipitadamente que é um autêntico UFO e corre a um meio de comunicação para divulgá-la. Entretanto, vem um especialista em fotos e revela que tudo não passa de um simples reflexo nas lentes da máquina fotográfica. Como fica o público e, conseqüentemente, o ufólogo? Alguns, por medo de confessar a sua precipitação, passam a enganar aos outros e a si mesmo.
           É muito importante que todos os ufólogos tenham consciência do caso que se está pesquisando, analisando-o sob todos os sentidos e, só depois de ter certeza de todos os detalhes, é que se deve levar ao público o seu trabalho. Só assim a ufologia será respeitada.
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O FILME DA MIKSON


           Este filme foi realizado em 29 de maio de 1986, dez dias após a "A Noite Oficial dos OVNIs", pela equipe de vídeo da Mikson, do prédio do Banco do Estado de São Paulo, início da avenida São João. Até agora, todas as análises realizadas comprovam que foi filmado um autêntico disco voador, de forma esférica, tendo de 6 a 8 metros de diâmetro. O objeto se encontrava aproximadamente a 10 km de distância, sobre a Serra da Cantareira, e foi inclusive detectado pelos radares de São Paulo.
           O depoimento do astrônomo Roberto Boczko sobre o filme é de grande importância, pois descarta a possibilidade de engano com algum astro celeste. Disse ele que:
01 – "A maior semelhança seria com a Lua, mas como ela foi filmada em outra posição, do lado direito, então não pode ser".
02 – "Nenhum planeta tem um brilho com tamanha magnitude".
03 – "Estrela nessa posição não tem nenhuma com esse brilho".
04 – "A menos que fosse um tipo de refração anômala, uma espécie de miragem, que faz com que a imagem apareça em uma posição em que ela realmente não está".
05 – "Esse objeto não deve ser confundido com nenhum astro celeste, e a explicação então deve ser procurada em algum outro campo e não na astronomia".

Eng. Claudeir Covo é ufólogo e presidente do INFA
FONTE: Revista Planeta, "O Assunto é Ufologia", nº 14 (setembro de 1986)


Retirado do site do INFA

E ainda me pergunto: como existem pessoas que não acreditam que somos visitados por extra-terrestres?
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