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21 de mai. de 2010

Criado bafômetro para detectação de narcóticos

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Cientistas criaram um novo bafômetro para detectar se uma pessoa fez o uso de narcóticos.
Em testes, os cientistas pediram para pacientes de hospitais que continham anfetamina em seu organismo para respirar durante dez minutos no aparelho, tanto exames de urina e sangue, quanto o aparelho, mostraram que o paciente havia feito o uso de narcóticos.
O experimento não retornou falsos positivos em nenhum dos testes com pessoas não usuárias. Mas é claro, o invento ainda está em fase de testes, e precisa ser feita melhorias em seu funcionamento, já que dez minutos é um longo tempo para alguém ficar respirando no aparelho.
Com o tempo, os cientistas também irão fazer melhorias no sistema de detectação do aparelho, expandindo os tipos de narcóticos que o mesmo pode identificar.

Fonte: Popular Science.

26 de jan. de 2010

Novo método para entregar suprimentos no espaço

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Um cientista chamado John Hunter resolveu atirar coisas ao espaço com um canhão. Isso mesmo, você não leu errado. Ele fez os cálculos e descobriu que é economicamente mais rentável usar uma arma para atirar os suprimentos do que usar um foguete para transportá-los.
Quando a comida é embarcada em um foguete, o “frete” chega a custar 10 mil dólares por quilo. O valor, quando a comida é atirada por um canhão, muda para 500 dólares por quilo.

Mas, quando atiramos alguma coisa para o espaço através um canhão, não é muito provável que a encomenda realmente chegue no destino, certo? Isso seria verdade se o canhão espacial de Hunter fosse apenas mecânico. O “Quicklauncher” – o nome da jeringonça – funciona com combustível gás natural. A idéia é simples: aquecendo hidrogênio podemos mandar meia tonelada de carga para o espaço a uma velocidade de 13.000 metros por hora.
Hunter quer montar o seu brinquedinho no oceano, próximo à linha do equador, já que a rotação da Terra nessa região ajudaria a colocar a carga em órbita mais facilmente. No próximo mês, ele irá testar um protótipo em uma escala menor em um tanque de água – segundo suas estimativas, o Quicklauncher real poderia estar pronto em sete anos.
O Quicklauncher funciona, basicamente, para enviar combustível para o espaço, então não espere pegar uma carona no canhão e visitar astronautas. De acordo com Hunter, se uma pessoa entrasse na máquina, seria comprimida e ficaria com, aproximadamente, metade do seu tamanho – isso antes de chegar no espaço.

Confira agora um guia de como atirar coisas ao espaço (e por coisas, não entenda seu irmãozinho caçula):
  • Esquente o combustível – o hidrogênio, quando alcança altas temperaturas, pode aumentar sua pressão em até 500%.
  • Solte o hidrogênio – os operadores do canhão abrem uma válvula que libera o hidrogênio superaquecido pressurizado. O gás, por sua vez, empurra a carga para frente.
  • Para o infinito… e além! – o canhão atira a carga a 13.000 metros por hora e um mecanismo dentro do aparelho captura o hidrogênio novamente para que ele possa ser reutilizado.
Fonte: Popsci

13 de jan. de 2010

Aeroporto adquire licença para virar espaçoporto

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O sonho de conquistar o espaço parece cada vez mais próximo no aeroporto Cecil Field, na cidade de Jacksonville, nos Estados Unidos. A aeroporto do estado da Flórida recebeu no dia 11 de janeiro uma licença do governo federal para ser utilizado como espaçoporto, que poderá receber vôos espaciais comerciais destinados ao turismo e pesquisas. O plano para a criação do espaçoporto já está sendo feito há quatro anos, e permite que a pista de pouso do aeroporto de Jacksonville receba vôos espaciais.
A pista tem 3.810 metros de comprimento por 61 metros de largura, e é uma das maiores da Flórida. O local será utilizado para diversos vôos espaciais, incluindo os da nave Virgin Galactic, criada para fazer vôos para pessoas comuns ao espaço. Ok, pessoas comuns dispostas a pagar 200 mil dólares (cerca de 340 mil reais) para ver a Terra do espaço. A nave está sendo construída em uma base no estado do Novo México, nos EUA. De acordo com Todd Lindner, do aeroporto de Jacksonville, a diferença entre as duas bases é que o novo espaçoporto já tem as instalações prontas.

O aeroporto Cecil Field será o oitavo espaçoporto dos Estados Unidos, e o primeiro na Flórida a permitir que os vôos espaciais decolem e pousem horizontalmente, como aviões comuns. “Até agora, as pessoas acham que lançamentos espaciais são feitos verticalmente, porque crescemos assistindo a lançamentos de foguetes deste modo”, brinca Lindner.

Fonte: Reuters

17 de dez. de 2009

Como um carro blindado pode salvar a sua vida

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Nas grandes cidades brasileiras, é difícil encontrar alguém que não tenha relatos sobre assaltos, furtos ou cenas violentas. Para tentar se proteger da violência das armas de fogo, a classe média brasileira começa a confiar cada vez mais na blindagem de veículos. Estima-se que, atualmente, de 350 a 500 carros são blindados todo mês no Brasil, além das concessionárias que já oferecem o carro blindado pronta entrega. A Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin) afirma que no primeiro semestre de 2009, 3.147 veículos foram blindados só no Brasil.
 
A blindagem de veículos custa de 23 a 45 mil reais, em média, e recobre toda a superfície do veículo com um material resistente a armas – placas de aço ou um material sintético semelhante ao utilizado em coletes à prova de balas. A proteção pode funcionar contra disparos de armas de calibres pequenos ou grandes, dependendo da necessidade do cliente, além da troca por vidros super-resistentes e outras peças mais fortes, como as rodas.

O processo oferece vários graus de segurança para o consumidor. O tipo mais utilizados em carros de uso doméstico protege contra assaltos, com resistência a armas de calibre baixo. Apesar de não proteger contra armas maiores, esse tipo de blindagem protege o veículo contra até cinco tiros no mesmo ponto.

De acordo com a Abrablin, 75% dos clientes da blindagem são homens, a maioria entre 40 e 49. As mulheres entre 30 e 39 anos, por sua vez, correspondem a 33% das usuárias do sistema de segurança. De acordo com a Associação, 80% dos usuários de veículos blindados são executivos e empresários.
Nenhum carro blindado é completamente impenetrável. Ele apenas oferece um grau de proteção que permite que você escape de armas de fogo. Mesmo os carros que protegem contra tiros de fuzil, depois de muitos disparos, podem ser penetrados.

Especialistas não recomendam a blindagem de automóveis de pequeno porte ou com motor fraco, pois os materiais utilizados para a proteção aumentam significativamente o peso do veículo. Uma blindagem simples, contra assaltos e armas comuns, pode pesar até 100 quilos, enquanto a blindagem mais reforçada, contra seqüestros, pode aumentar o peso do veículo em até 150 quilos. A blindagem utilizada em carros oficiais, contra ataques terroristas e ataques de granadas, por exemplo, pode pesar cerca de 300 quilos.

Desde abril de 2009, o motorista que desejar blindar seu veículo não precisa mais apresentar Certificados de Segurança Veicular ao Detran. Entretanto, é necessário fazer um requerimento com o exército para realizar as mudanças no carro, e refazer a emissão do Certificado de Registro de Veículo (CRV) e o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) com o Detran.

Se estas alterações na documentação não forem realizadas, o proprietário do veículo pode ser multado por utilizar um automóvel com características alteradas, que é punível com cinco pontos na carteira de habilitação e uma multa de R$ 127,69. Além disso, a empresa que faz a blindagem de veículos precisa ter documentações específicas emitidas pelo Exército.

Fonte: Blindar, Veja, Administradores, G1, Detran, Carro Bonito, O Globo

14 de dez. de 2009

Novos motores de ônibus deixam as ruas mais silenciosas

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Quem tem o hábito de andar de ônibus sabe que a simples tarefa de manter uma conversa é difícil às vezes: o barulho do motor do ônibus muitas vezes é mais alto que qualquer outro som, e outros barulhos do transporte ajudam a deixar a poluição sonora ainda mais intensa. Pensando nisso, um novo ônibus, chamado de DesignLine, foi colocado nas ruas de Nova York, nos Estados Unidos, e se destaca por não fazer barulho.
Quando o ônibus arranca ou pára bruscamente, faz pouco mais que um som baixo, que é facilmente abafado pelo ar-condicionado de dentro do transporte público. O motorista James Sollecito dirige ônibus da cidade há mais de quinze anos, e afirma que nunca andou em um ônibus tão silencioso e com uma aceleração tão boa.


O silêncio, tão em falta nas ruas das grandes cidade, é conseguido jogando fora o elemento mais básico do design de automóveis: a combustão interna. Em vez de um motor barulhento, baseado em pistões, os criadores da DesignLine fizeram o automóvel à base de uma bateria de lítio – uma forma de energia limpa geralmente usada em computadores. Isso faz com que o ônibus tenha menos partes móveis, e muito menos chances de fazer barulho com elas.

Três dos ônibus deste tipo estão fazendo viagens no Brooklyn e em Manhattan, e custaram 559 mil dólares cada – cerca de 965 mil reais. Se o projeto-piloto foi aprovado, 87 novos ônibus começarão a ser usados na cidade a partir do fim de 2010, como parte de um contrato de 60 milhões de dólares (100 milhões de reais) fechado com a DesignLine, empresa criada na Nova Zelândia.

Os ônibus têm 37 assentos, e seu interior é iluminado por painéis de LED, e as baterias são recarregadas toda vez que o motorista aciona os freios. “É o veículo mais avançado que temos na nossa frota”, afirma Charles Seaton, porta-voz da Secretaria de Trânsito de Nova York.

Apesar de todas as suas vantagens, nem todo mundo gostou da novidade. Valeria Murray, que fez uma viagem no ônibus, afirma que não gostou dos assentos elevados do novo ônibus, porque ficam mais próximos do teto do que em ônibus normais. Além disso, ela diz que ele não é tão silencioso: “Talvez até fosse se a estrada fosse menos acidentada, mas do jeito que está, fica praticamente igual”, diz.
Maria Príncipe também utilizou o novo ônibus e afirma gostar da aparência dele: “Parece que o ar é mais lindo, mais leve. Ele ainda é barulhento, mas é mais claro”, diz. Darryl Samuel, que trabalha no departamento de educação da cidade, se mostrou satisfeito com o silêncio do ônibus. “Geralmente os ônibus têm muito barulho dos motores, esse é muito mais quieto, parece que é elétrico”, afirma.


A autoridade por trás da novidade nas ruas de Nova York é Jay Walder, responsável pelas melhorias no sistema de transporte público em Londres, onde os ônibus são usados mais freqüentemente que os metrôs. Em Nova York, a situação é inversa, mas Walder afirma querer mudar isso. O plano é adquirir 2,5 mil novos ônibus entre 2010 e 2013, e substituir quase todos os ônibus que têm mais de 12 anos de uso.
O plano também envolve criar sistemas de pistas exclusivas para os ônibus e o uso de cartões de passagens que ao ativados em sensores, que diminuem o tempo de embarque no transporte. Outro plano é a instalação de um programa que permite que os passageiros comprem as passagens antecipadamente e confiram em quanto tempo o ônibus irá passar naquele ponto.

Retirado de NY Times

10 de dez. de 2009

Como fazer a bateria do celular durar mais?

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Aparentemente, aqueles caras que usam uma pochete ou um celular preso no cinto não estão completamente errados em termos científicos (quanto à bom senso em termos de moda a história é bem diferente).
A ciência confirma: é melhor manter seu celular longe de seu corpo. E a descoberta não tem nada a ver com o caso do chinês que explodiu junto com seu telefone.

De acordo com uma reportagem do New York Times, a bateria de um celular dura mais se estiver mais resfriada. Então, se você costuma andar por aí com seu celular no bolso, pode considerar colocá-lo em uma bolsa ou usar uma pochete (eca!).
E, para os homens, depois dos casos de celulares explosivos, é até uma vantagem manter o celular longe dos bolsos se você quer ter filhos posteriormente.

Mas tome cuidado. Já foram espalhadas “dicas” por aí como “ponha seu celular úmido em uma bacia de arroz” e “coloque o aparelho no refrigerador”. No entanto, como a dica “da bolsa” é menos perigosa, não custa tentar.

Retirado de Gizmodo

Cientistas criam super-bateria feita de tinta e papel

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Enquanto criações modernas e o uso de computadores façam parecer que o papel tem seus dias contados, cientistas da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, criaram uma nova bateria a partir de papel e uma tinta de nanotubos. Assim, os cientistas esperam que o papel recupere a sua importância dando energia aos meios que o tornariam obsoleto, como smartphones, laptops e outros aparelhos eletrônicos.
Os pesquisadores que criaram a nova bateria cobrem um pedaço de papel comum com uma tinta feita de nanotubos de carbono e fios em nanoescala de prata. Essa mistura cria uma superfície altamente condutora, além de uma bateria prática, que pode ser dobrada e usada para embrulhar outras superfícies. A tinta nanocondutora adere ao papel como uma tinta normal, o que faz com que o papel seja o veículo ideal para a nova bateria.

Pesquisas anteriores apontam que baterias com nanofios de silicone podem ser até dez vezes mais fortes que as baterias tradicionais, feitas de íons de lítio. Agora, os pesquisadores esperam que as baterias feitas com papel possam dar energia a um número enorme de objetos, desde laptops até automóveis, além de celulares com baterias mais leves, menores e muito mais duradouras.
O método também pode criar supercapacitores simples com áreas de superfícies grandes, que permitem uma descarga de energia rápida, um requerimento para as fontes de energia para veículos que as baterias tradicionais não conseguem realizar. “O melhor deste processo é que ele é muito simples, de baixo custo e muito fácil de fazer, e pode mudar o modo com que as pessoas utilizam baterias”, afirma Yu Cui, engenheiro da Universidade que participou da criação da nova bateria.
No vídeo de demonstração (em inglês) do processo utilizado para fazer a bateria, Cui mostra como ela é simples: um pedaço de papel é preenchido com a tinta especial, que é líquida e absorvida pelo papel. A bateria é então colocada em um forno, para que a água evapore e o veículo se torne mais condutor.

Além de todas as vantagens do produto, seus criadores afirmam que logo ele poderá estar sendo comercializado. A tecnologia é mais simples que outras que utilizam descobertas em nanoescala para produtos eletrônicos. O processo utilizado nestas baterias também é muito barato, o que significa que estas baterias poderão estar dando energia ao seu celular e laptop muito mais cedo que você imagina!

Retirado de Gizmodo.
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